10 Out, 2018

Diretor clínico sai se orçamento de estado não contemplar obras no hospital de Gaia

O diretor clínico demissionário do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE) reiterou ontem que mantém a sua intenção de demissão, caso o Orçamento de Estado de 2019 não contemple as “necessárias obras” desta unidade de saúde.

“A partir de dia 15 de outubro [data de entrega do Orçamento de Estado] se não vier lá algo para o Centro Hospitalar a decisão será abandonar o cargo, mas falo por mim, não pelos outros, mas atenção que não abandono o hospital, nem a sua gestão”, afirmou José Moreira da Silva em conferência de imprensa, na unidade hospitalar.

O clínico salientou que, se no orçamento não vier inscrita a verba necessária para as obras a realizar no hospital, cerca de 50 milhões de euros, irá reunir com os restantes 51 demissionários – diretores e chefes de serviço – para tomar uma decisão, deixando claro que a sua intenção será demitir-se de funções.

José Moreira da Silva sustentou que o “alerta” não é apenas feito ao Governo, mas sim a todos os partidos políticos e deputados da Assembleia da República.

Além disso, o diretor clínico anunciou ter recolhido cerca de 300 assinaturas num abaixo-assinado para entregar ao bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, no final desta semana ou início da próxima. “As assinaturas são de colegas especialistas onde deixam claro, no documento, estarem solidários com a posição tomada por mim e pelos 51 diretores e chefes de serviço demissionários”, ressalvou.

Questionado pelos jornalistas sobre se entregou ou não um pedido formal de demissão, depois de o presidente do Conselho de Administração do centro hospitalar ter vincado nunca ter recebido nada a não ser uma carta sem remetente e destinatário, o diretor clínico assumiu que houve um