30 Ago, 2018

Curso de Medicina na Universidade de Nova Iorque passará a ser gratuito

A Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque (NYU, na sigla inglesa) anunciou este mês que irá cobrir a despesa de todos os seus alunos, independentemente da necessidade ou do mérito.

Em comunicado, a NYU assume-se como a única instituição de ensino no ranking das 10 melhores escolas de medicina a garantir o acesso gratuito ao curso. O objetivo da iniciativa é ultrapassar as dificuldades que os alunos têm em pagar as propinas e, desta forma, garantir que atraem os melhores estudantes.

O anúncio foi feito na manhã de 16 de agosto na Cerimónia Anual do Casaco Branco, onde cada aluno recebe uma bata branca para marcar o início da sua formação.

“Graças à extraordinária generosidade dos nossos administradores, ex-alunos e amigos, a nossa esperança e expectativa é, ao tornar a faculdade de medicina acessível a uma vasta gama de candidatos, seremos um catalisador para transformar a educação médica em todo o país”, afirma Kenneth G. Langone, presidente do Conselho de Administração da NYU Langone Health, citado em comunicado.

“Esta decisão reconhece um imperativo moral que deve ser abordado, pois as instituições colocam um fardo de dívidas cada vez maior sobre os jovens que desejam ser médicos”, diz Robert I. Grossman, MD, Saul J. Farber, diretor da NYU School of Medicine e CEO de NYU Langone Health.

O plano abrange os alunos já inscritos e os novos, mas apenas cobre as despesas com as propinas. Os estudantes terão que pagar o quarto e outras taxas, cujo valor pode chegar aos 27.000 dólares. Citando dados da Association of American Medical Colleges, a NYU refere ainda que 75% dos médicos nos Estados Unidos formaram-se com dívidas em 2017.

Na mesma nota, a universidade refere que a dívida dos estudantes leva a que escolham as especialidades que oferecem uma melhor remuneração, não optando por outras áreas menos lucrativas como a medicina geral e familiar, pediatria, obstetrícia e ginecologia, e leva a que os estudantes de liceu se sintam desmotivados a seguir uma carreira em Medicina por receio de não conseguirem pagar os custos associados à formação.

“Acreditamos que, com nossa iniciativa gratuita, tomámos um passo necessário e racional que atende a uma necessidade crítica de treinar os médicos mais talentosos, livre de dívidas esmagadoras”, reforça Grossman. “Esperamos que em breve muitos outros centros médicos académicos escolham acompanhar-nos neste caminho.”

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