17 Jul, 2020

Covid-19: Processo rápido de testagem é essencial para rastreio de contactos

Por mais eficaz que seja o rastreio de contactos de pessoas doentes com covid-19, a disseminação da doença não será travada se os testes de diagnóstico não forem rápidos, segundo um estudo científico

“Se o teste de diagnóstico à covid-19 demorar três ou mais dias depois de uma pessoa desenvolver sintomas, mesmo a estratégia mais eficaz de rastreio de contactos não conseguirá reduzir a transmissão do vírus”, afirmam os investigadores responsáveis pela investigação divulgada.

Se se conseguir testagem com resultados no prazo de 24 horas com rastreio de pelo menos 80 por cento dos contactos, o número médio de contactos infetados por uma pessoa (conhecido como R0) pode ser reduzido de 1,2 para 0,8, evitando 80 por cento das transmissões do novo coronavírus.

“Este estudo reforça as conclusões de outros, mostrando que o rastreio de contactos pode ser uma intervenção eficaz para evitar o contágio do vírus SARS-CoV-2, mas só com uma proporção alta de contactos e um processo rápido de testagem”, afirmou uma das principais autoras do estudo, Miriam Kretzschmar, da universidade holandesa de Utrecht.

Uma das principais conclusões é a de que “as aplicações para telemóvel podem permitir encontrar mais depressa pessoas que estejam potencialmente infetadas, mas se os testes demorarem três dias ou mais, mesmo esta tecnologia não conseguirá travar a transmissão do vírus”, referiu.

No rastreio de contactos, é preciso encontrar todas as pessoas que estiveram em contacto com uma pessoa infetada para poderem ser isoladas e assim impedir mais contágio.

 

Taxa de transmissão traduzida no R0 tem de ser inferior a 01

 

Para o rastreio ser eficaz, é preciso que a taxa de transmissão do vírus traduzida no R0 seja inferior a 01, ou seja, que o número de novas infeções provocadas por cada pessoa seja inferior a uma.

No estudo hoje divulgado, o modelo matemático utilizado presume que