18 Fev, 2021

Centro hospitalar de Viseu com “dia histórico” ao não registar óbitos

Esta terça-feira foi “um dia histórico” neste centro hospitalar. Pela primeira vez este ano não foram contabilizados óbitos por covid-19.

“Temos 116 internados, 95 em enfermaria e 21 em cuidados intensivos e é o primeiro dia em que não temos mais de 100 na enfermaria. É um dia muito bom. E também foi o primeiro dia com zero óbitos em 2021 o que também é um dia histórico para nós”, destacou Eduardo Melo, diretor clínico.

Em conferência de imprensa, para explicar a desativação da unidade de internamento do Fontelo, a funcionar desde 18 de janeiro num pavilhão municipal, o diretor clínico do Centro Hospitalar de Tondela-Viseu revelou também que ontem, na unidade hospitalar de Tondela, “foi retomada a cirurgia em ambulatório, uma vez que não implica a utilização de camas de internamento”.

“Esperemos que para a semana haja condições para desencadear mais atividades, vamos ver qual a evolução. Para já está tudo a evoluir favoravelmente, mas não podemos tomar passos precipitados e depois ter de reativar enfermarias, temos feito esta desativação de forma progressiva”, afirmou.

O diretor clínico disse que foram admitidos “em janeiro mais de 700 doentes covid e isso tornou impossível manter grande parte da atividade não covid”, mas “à medida que estes números decrescem, como estão neste momento a decrescer”.

“Vamos retomando progressivamente a atividade não covid, ela vai ser sempre ajustada, semana a semana, em função das possibilidades do hospital”, explicou Eduardo Melo.

Apesar de considerar que o Centro Hospitalar de Tondela-Viseu está “numa fase de recuperar a normalidade”, avisou que continua “sem condições de retomar a atividade em pleno, até porque a área dos cuidados intensivos ainda se encontra sob grande pressão”.

“Já encerrámos três enfermarias que estavam alocadas ao tratamento covid”, acrescentou este responsável que admitiu “fechar uma quarta” enfermaria ainda esta semana, “caso se mantenha o decréscimo dos números” de doentes infetados.

Entre 18 de janeiro, data em que recebeu os primeiros doentes, e 18 de fevereiro, quando terão altas os últimos três utentes que hoje permanecem no Pavilhão Municipal do Fontelo, passaram por esta unidade de internamento “70 doentes na parte clínica e 14 utentes na parte social”.

Assim, continuou, esta estrutura “deixou de ser necessária” o que considerou “um ótimo sinal” e, tendo em conta que “foi criada para aliviar o hospital”, neste momento, “não é rentável ter uma estrutura com esta dimensão que envolve múltiplas estruturas, porque é complexa, para acolher um pequeno número de utentes”.

“Vamos manter a estrutura em prontidão, porque como sabemos a pandemia é uma incógnita. Neste momento, estamos a ter os excelentes efeitos do confinamento, mas temos de nos manter em prontidão para uma eventual necessidade”, assumiu Eduardo Melo.

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