2 Jun, 2021

Cancro colorretal. Mais de 175 portugueses testaram positivo

Foram realizados mais de 4000 testes, sendo que Lisboa foi o distrito com maior número de rastreios registados.

No âmbito da campanha que procura sensibilizar para a deteção precoce do cancro colorretal, 177 pessoas testaram positivo à patologia por meio da realização de testes de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Através da adesão de 292 farmácias, 4190 portugueses foram testados entre 15 de março a 14 de abril de 2021.

Com o objetivo de prevenir a doença e de promover o seu tratamento, os rastreios gratuitos disponíveis em farmácias distribuídas pelo país permitiram confirmar uma taxa de resultados negativos acima dos 95%. No entanto, cerca de 4,2% portugueses foram diagnosticados com a patologia.

Após o diagnóstico, estes foram direcionados para consulta médica, com o propósito de se analisar a sua situação e de se definir os próximos passos, como a realização de uma colonoscopia, de acordo com as guidelines nacionais estabelecidas.

“Os resultados da campanha superaram as expetativas, o que reforça a importância desta iniciativa, especialmente num momento em que os rastreios e a prevenção passaram para segundo plano”, declarou a diretora de Estratégia, Inovação e Sustentabilidade do Grupo Ageas, empresa que apoiou a iniciativa do movimento, Katrien Buys.

Sendo o cancro colorretal um dos tipos de cancro mais comum, a adesão a esta iniciativa é essencial para que o diagnóstico seja efetuado precocemente. Neste âmbito, a diretora técnica da farmácia Rainha do Douro, uma das farmácias que participou no projeto, Isabel Luz, confirmou que os utentes se mostraram “muito interessados em participar na campanha”.

Esta acrescenta também o papel da rede de farmácias na mitigação da necessidade de se realizarem rastreios com maior frequência. “Estamos perto das pessoas, conhecemos bem os nossos utentes, eles confiam em nós, estamos numa posição privilegiada para este tipo de iniciativas”, salientou.

Os utentes que participaram nesta campanha apresentaram uma idade média de 61 anos, sendo que 24% do total de participantes encontrava-se na faixa etária dos 50 anos. 57% eram do sexo feminino, sendo que Lisboa foi a região com mais rastreios efetuados (2 048), seguida do Porto (437), Setúbal (289) e Coimbra (210).

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