27 Jul, 2021

Bastonária dos Farmacêuticos exalta descoberta da insulina

Ana Paula Martins reforçou a importância da administração da hormona para a melhoria da qualidade de vida dos diabéticos.

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, considerou hoje que a descoberta da insulina, assinalada há cem anos, “é uma das maiores da história da medicina” por ter salvo muitas vidas e garantido qualidade de vida aos diabéticos.

“Antes da insulina, os médicos prescreviam dietas absolutamente radicais em que as pessoas ficavam tão enfraquecidas que acabavam em pele e osso, não resistindo e morrendo com infeções”, começou por relembrar.

Com a evolução dos sistemas de administração da hormona, “os doentes podem agora adaptar-se mais facilmente ao tratamento, levar uma vida normal, com mais liberdade e fazendo desporto”, o que terá contribuído para a “diminuição da discriminação de que eram alvo no passado”.

No ano em que se celebra o centenário da descoberta da insulina, Ana Paula Martins considera esta terapêutica “a mais importante de todas” associadas ao tratamento da diabetes. “É a mais natural em termos de reconhecimento pelo nosso organismo”, acrescentou.

A bastonária reforçou ainda o impacto da pandemia covid-19 no tratamento da patologia, uma vez que “mais do que a dificuldade de acesso aos cuidados de saúde”, este período “pode ter provocado um descontrolo nos níveis de glicemia porque as pessoas ficaram mais fechadas e monitorizaram menos”.

“Houve ainda um atraso no acesso nos diagnósticos, que me preocupa porque estes cidadãos vão perder muita qualidade de vida. Não é aceitável e temos de investir na prevenção e diagnóstico”, sublinhou.

Segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal era, em 2019, um dos dois países da União Europeia (UE) com maior taxa de prevalência de diabetes entre adultos dado que 9,8% dos portugueses entre os 20 e os 79 anos sofriam desta doença crónica.

SO/LUSA

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