18 Jan, 2022

Ampliação do Hospital de Vila Franca de Xira pode demorar mais de cinco anos

“A capacidade de internamento deste hospital tem de crescer no mínimo em mais 80 camas”, admite o presidente do conselho de administração, Carlos Andrade Costa.

A ampliação do edifício do Hospital de Vila Franca de Xira (HVFX) – que atualmente conta com apenas 320 camas – é a solução mais óbvia para responder às necessidades dos 250 mil habitantes que serve. No entanto, o processo ainda não avançou e poderá demorar mais de cinco anos a concretizar-se, avança o Público.

Inaugurado em 2013, o HVFX foi construído no âmbito de uma parceria público-privada (PPP), por um consórcio liderado pela Somague. Depois de ter mudado de proprietário três vezes, pertence agora a um fundo canadiano, sendo que a ampliação das instalações vai exigir uma negociação complexa entre a entidade proprietária do edifício e o presidente do conselho de administração do HVFX, Carlos Andrade Costa.

“Será um processo trabalhoso para a ampliação, porque o edifício não é gerido por nós, é gerido por um fundo de capital de risco internacional. Qualquer relação é mais complexa em tudo o que tenha a ver com obras. E, obviamente, ampliar o hospital é uma obra complexa”, declara o gestor hospitalar.

No entanto, a escassez de camas é notória, sobretudo nos períodos de Inverno, o que faz com que cheguem a estar mais de 60 doentes em macas nas quatro salas do serviço de observação das urgências, numa situação de pré-internamento precária e que pode afetar também o funcionamento da urgência.

Neste âmbito, “a senhora ministra [Marta Temido] também falou disso na recente reunião com os presidentes de câmara. Este hospital tem de crescer no mínimo em mais 80 camas como capacidade de internamento” e este “processo tem de ser aberto rapidamente, porque a população dos cinco concelhos precisa que o hospital seja ampliado”, afirma, em declarações ao Público.

“Penso que nos próximos dois/três anos não vamos conseguir ampliar o hospital”. No entanto, “se daqui a cinco anos pudéssemos ter o hospital ampliado, penso que era um prazo bastante aceitável”, diz Carlos Andrade Costa que reforça a sua intenção em investir neste projeto. “Sabemos que será um projeto arrastado no tempo, complexo, dispendioso, mas essencial”.

SO

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