27 Abr, 2020

Alguns hospitais retomam as consultas programadas a 4 de maio

Informação foi avançada pela ministra da Saúde, que salientou ser “impossível" sair da situação de pandemia da covid-19 "sem cicatrizes".

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde contactou com a maioria dos hospitais que pertencem ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), sendo que “há hospitais em que o início da retoma [das consultas programadas] começa já na semana de 4 de maio”, afirmou Marta Temido.

Outros hospitais irão retomar as consultas “mais para adiante”, havendo já instituições nas quais “já se iniciou uma remarcação da atividade que há umas semanas estava suspensa”, acrescentou a ministra.

Questionada pela agência Lusa, a ministra da Saúde salientou que os calendários de retoma de cada hospital e centro de saúde estão dependentes da “pressão que cada instituição sente na sua envolvente”.

Algumas entidades e instituições do interior do país, na Beira Baixa, e algumas instituições do Norte Alentejano, terão maior facilidade se o panorama se mantiver, numa retoma precoce da atividade“, notou, frisando que este será um processo “gradual, faseado e acompanhado”, sendo que a mesma lógica é aplicada aos centros de saúde, onde se tem apostado na grande utilização da telemedicina.

No início da conferência de imprensa, Marta Temido salientou que a atividade do SNS não relacionada com a pandemia “tem de ser retomada de forma faseada, com recurso à tele-saúde e à prescrição eletrónica”, e que os profissionais de saúde devem trabalhar sempre protegidos.

A governante recordou que, até ao final de março, face à resposta do SNS à pandemia da covid-19, registou-se um decréscimo de 320 mil consultas médicas nas unidades de cuidados de saúde primários, de 180 mil consultas médicas hospitalares e nove mil cirurgias programadas.

“A resolução destes efeitos adversos da covid-19 nada tem a ver com a de outros fenómenos de suspensão da atividade com que nos confrontámos nos tempos recentes. Nada tem a ver com o esforço [que será] necessário para recuperar desta atividade suspensa com aquilo que foi o esforço para recuperar de greves ou de listas de espera”, constatou.

Nesse sentido, a recuperação “que aí vem vai ser muito mais penosa”, até porque terá que haver um maior espaçamento entre consultas, num processo feito de forma “avaliativa e gradual”.

“Se o SNS tem sido capaz de ser exemplar na resposta aos portugueses na covid-19, será certamente capaz de garantir que a atividade suspensa é recuperada o melhor possível, com o menor dano possível. Mas é evidente que é impossível sair desta situação sem marcas nem cicatrizes”, frisou a ministra.

SO/LUSA

 

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