27 Abr, 2020

SIM diz ser essencial retomar consultas e cirurgias programadas

O secretário-geral do SIM alerta, no entanto, que o retomar da atividade programada deve ser feito sem relaxar as medidas de controlo e proteção.

Segundo disse à agência Lusa Roque da Cunha, o SIM tem alertado, desde o início da pandemia e devido ao seu impacto, que o SNS, fruto da falta de investimento nos últimos anos, estava nos limites, com longas listas de espera para consultas e cirurgias para muitos portugueses.

“Por isso, é fundamental que não se esqueça que continuam a existir cancros e outras doenças que necessitam de cirurgia, enfartes de miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, que afetam os portugueses”, disse Roque da Cunha, sublinhando que é “essencial que o Ministério da Saúde altere o despacho que suspendeu as consultas e cirurgias programadas por causa do covid-19″.

Observou ainda que “não pode haver medo de recorrer aos serviços de urgência e dessa forma evitar que recorram tardiamente”.

Defendeu também que é “essencial garantir a atividade programada com todos os cuidados e solicitar o apoio das entidades privadas e do setor social de forma protocolada e articulada, nomeadamente programas de recuperação de listas de espera que desde logo devem ser pagas as dívidas que o Estado tem com muitas instituições e médicos”.

 

Roque da Cunha critica SAMS

 

Assim, “não se compreende que o hospital e centros clínicos do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, que cobrem mais de 90.000 beneficiários, vão sobrecarregar o já frágil SNS”, agravado pelo facto de “lamentavelmente terem aproveitado o estado de emergência para colocar no `lay off´ os seus trabalhadores”.

Do mesmo modo, e nas palavras de Roque da Cunha, não se compreende que a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e o Instituto Português de Reumatol