Bolsa de Doutoramento Nuno Grande triplica e abre-se a todas as universidades portuguesas
A Bolsa de Doutoramento Nuno Grande vai atribuir 75 mil euros a estudantes de doutoramento em Saúde, este ano pela primeira vez disponível em todas as universidades portuguesas. As candidaturas decorrem até 16 de janeiro de 2026.

A Bolsa de Doutoramento Nuno Grande (BDNG) vai triplicar o número de apoios atribuídos e, pela primeira vez, abranger todas as universidades portuguesas, anunciou hoje a Fundação Bial.
Serão atribuídas três bolsas de 25 mil euros cada, a estudantes de doutoramento na área das Ciências Fundamentais em Saúde. Criada em 2022, a bolsa homenageia o médico e professor Nuno Grande, fundador do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), e até 2024 destinava-se apenas a estudantes do ICBAS.
As candidaturas para a edição de 2025 arrancam hoje e decorrem até 16 de janeiro de 2026. Podem concorrer cidadãos nacionais ou estrangeiros, licenciados ou mestres em Medicina, que estejam inscritos num programa doutoral em Ciências Fundamentais em Saúde e colaborem no ensino médico em qualquer escola médica portuguesa.
Segundo o presidente do júri e diretor do ICBAS, Henrique Cyrne Carvalho, as BDNG representam “um contributo decisivo na diferenciação da formação de jovens médicos, ao incentivar a investigação como parte essencial da sua formação e ao proporcionar oportunidades para desenvolver ideias inovadoras que reforçam a excelência na docência da medicina”.
O presidente da Fundação Bial, Luís Portela, sublinha que a ampliação da bolsa “estimula jovens médicos de todo o país a conciliarem prática clínica, ensino e investigação” e reforça a memória do professor Nuno Grande, cuja visão era “profundamente abrangente e inclusiva”.
Nas edições anteriores, as BDNG já apoiaram projetos em várias áreas das Ciências Fundamentais em Saúde: Leonardo Moço (2024, hemato-oncologia), João Moura (2023, encefalites) e Daniel Oliveira (2022, Lúpus).
LUSA/SO
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