Mais de 12.800 utentes aguardavam cirurgia nos Açores em julho
As listas de espera cirúrgica nos Açores voltaram a aumentar em julho, com quase 13 mil utentes inscritos e tempos médios de espera superiores a um ano, revelam dados da Direção Regional da Saúde.

No final de julho, 12.875 utentes aguardavam por cirurgia nos Açores, um aumento de 15% em comparação com o mesmo mês de 2024, segundo o boletim mensal da Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgia.
O crescimento das listas é uma tendência que se verifica desde maio de 2023. Em relação a junho, registou-se um acréscimo de 113 utentes (0,9%). No total, estavam pendentes 14.268 propostas cirúrgicas, já que alguns doentes aguardam por mais de uma intervenção.
Entre os três hospitais da região, o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, liderava a lista, com 8.417 utentes inscritos. A unidade, afetada por um incêndio em 2024, foi também a que registou a maior subida: mais 98 utentes do que em junho e mais 1.564 face ao mesmo período do ano passado.
O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) tinha 3.033 doentes em lista de espera, sendo o único a registar uma ligeira redução, enquanto o Hospital da Horta contabilizava 1.425 inscritos, mais 18 do que no mês anterior.
Apesar do agravamento das listas, a produção cirúrgica aumentou. Em julho foram realizadas 776 cirurgias, mais 21,8% do que em junho e mais 19,9% do que em julho de 2024. O maior crescimento percentual foi registado no Hospital da Horta (45%).
Ainda assim, os tempos de espera continuam acima dos prazos regulamentares. Em média, os açorianos aguardavam 460 dias (mais de um ano e três meses) por uma cirurgia, mais 39 dias do que em julho de 2024. No hospital de Ponta Delgada, a espera chegava aos 500 dias, na Terceira a 412 dias e no Faial a 340 dias.
Menos de 54% das cirurgias realizadas no mês ocorreram dentro dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG), uma descida em relação ao ano anterior, quando a taxa rondava os 60%.
Em julho, deram entrada nas três unidades de saúde 1.118 novas propostas cirúrgicas, 200 cirurgias foram canceladas e os tempos médios de espera mantiveram-se muito acima do limite legal de 270 dias definido para intervenções com prioridade normal.
LUSA
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