Quem se pode candidatar a este prémio?

Equipas de trabalho que têm de ser constituídas por médicos internos e especialistas. O que se pretende é estimular a investigação clínica. O formato do prémio é uma tentativa para garantir que os trabalhos propostos decorram com o maior nível de segurança e confiança. As candidaturas individuais podem não cumprir estes critérios. E, nesse sentido, o prémio procurou trabalhar um conceito que é ‘uma equipa é mais forte que um indivíduo’. A equipa tem de ter dois elementos e tem de ter um médico interno e um médico especialista.

O júri tem alguma expectativa em relação aos trabalhos?

Esperamos que sejam trabalhos que valorizem a investigação clínica. Queremos ver trabalhos inovadores, exequíveis, que tenham aplicabilidade e que tenham impacto nas pessoas. [Os projetos podem ser submetidos através do site www.premiomsdinvestigacaoemsaude.pt]

Como é que surgiu a ideia de lançar este prémio?

Surge pela convicção da MSD de que a investigação clínica é um fator importante para a melhoria da prestação de cuidados de saúde. Um melhor conhecimento dos mecanismos fisiopatológicos que levam à doença e um melhor desenho das intervenções que promovam a saúde é algo que tem um impacto positivo em todos.

A investigação clínica em Portugal está pujante ou precisa de ser impulsionada por projetos como este?

Definitivamente, não está pujante. Está a melhorar, tenho de reconhecer que há alguns sinais de melhoria relativamente ao passado. Mas ainda não se assistiu nesta área ao mesmo crescimento a que se assistiu noutras áreas de investigação (como a investigação biomédica) nas últimas duas décadas. Todos os contributos que permitam melhorar o handicap devem ser estimulados.

Quais são os critérios que o júri vai ter em conta para selecionar o vencedor?

Perceber se o desenho experimental do protocolo que está a ser submetido é claro. Se o projeto tem elementos de inovações e não é uma réplica de outros. Vai ser avaliada também a capacidade de execução do projeto – não faz sentido estarmos a premiar coisas que não são exequíveis. E tentar perceber o impacto nas populações e na saúde em geral.

Tiago Caeiro

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