Em comunicado, os autores explicam que o número de casos de canco colorretal diagnosticado antes dos 50 anos de idade tem vindo a aumentar nos Estados Unidos e no mundo, ainda que em parte se explique pelas iniciativas de rastreio. Este tipo de cancro desenvolvido numa idade mais jovem é por norma mais agressivo em comparação com os casos detetados em pacientes mais velhos. E, ainda que um aumento na incidência deste cancro entre os mais jovens seja reconhecido, pouco se tem estudado sobre os potenciais fatores de risco.

Yin Cao, ScD, MPH

“Este estudo pode ajudar a identificar as pessoas com maior risco e que podem beneficiar de um rastreio precoce”, afirma a Dra. Yin Cao, autora principal do estudo.

Este estudo, divulgado na revista JNCI Cancer Spectrum, foi conduzido por uma equipa liderada pela Dra. Yin Cao, professora assistente no Departamento de Cirurgia na Escola de Medicina da Universidade de Washington, que trabalhou naquele que é um dos primeiros estudos a relacionar padrões de comportamentos sedentários com o risco de desenvolver cancro colorretal numa idade jovem.

Foi então analisado o tempo gasto a ver televisão, entre outros comportamentos sedentários, de mais de 80 mil mulheres americanas que participaram no estudo Nurses ‘Health Study II.

Como resultado, dos 118 casos de cancro colorretal diagnosticados numa idade jovem ao longo de duas décadas de acompanhamento, concluiu-se que as participantes que assistiam televisão mais do que uma hora por dia tinham um risco acrescido de 12% em comparação com as mulheres que viam menos. Já as que assistiam mais do que duas horas por dia apresentavam um aumento no risco de quase 70%.

Os autores notam que esta associação foi independente do IMC e do exercício, e observada em mulheres sem historial familiar de cancro colorretal.

“O facto de estes resultados serem independentes do IMC e da atividade física sugere que um comportamento sedentário pode ser um fator de risco completamente diferencial para o cancro colorretal numa idade jovem”, afirma a Dra. Yin Cao.

Mónica Abreu Silva 

 

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