Vacinação gratuita contra o Vírus Sincicial Respiratório para crianças arranca a 16 de setembro
A primeira campanha de vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório permitiu reduzir em, aproximadamente, 85% os internamentos em enfermaria e em cuidados intensivos nas crianças até aos três meses, e em 40% nos bebés entre os três e os seis meses.

A segunda época de vacinação gratuita contra a infeção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças terá início a 16 de setembro de 2025 e prolonga-se até 31 de março de 2026, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS). O objetivo, segundo a DGS, é “proteger os lactentes nos primeiros meses de vida e reduzir a suscetibilidade individual, a carga de doença e o impacto nos serviços de saúde, nomeadamente o recurso às urgências hospitalares e os internamentos por infeção respiratória”.
Esta será a segunda época em que será disponibilizado, de forma gratuita, o anticorpo monoclonal contra o VSR em idade pediátrica, na sequência da campanha outono-inverno 2024/2025, que a autoridade de saúde considera ter obtido “resultados relevantes e positivos” na prevenção da doença. A campanha decorrerá nas maternidades dos setores público, privado e social para crianças nascidas entre 16 de setembro de 2025 e 31 de março de 2026. Nos cuidados de saúde primários e hospitais serão vacinadas crianças nascidas entre 1 de junho e 15 de setembro de 2025, bem como crianças pré-termo ou com outros fatores de risco.
O anticorpo será igualmente administrado a crianças com risco acrescido de infeção grave que entrem na segunda época sazonal e que não tenham completado 24 meses até 30 de setembro de 2025, mesmo que tenham sido imunizadas na campanha anterior.
De acordo com estimativas da secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, cerca de 76 mil crianças deverão ser abrangidas na campanha 2025/2026. Na época passada, a vacinação destinou-se a cerca de 62 mil crianças e representou um investimento governamental de 13,6 milhões de euros.
Segundo dados oficiais, a primeira campanha permitiu reduzir em aproximadamente 85% os internamentos em enfermaria e em cuidados intensivos nas crianças até aos três meses e em 40% nos bebés entre os três e os seis meses.
A DGS sublinha que esta medida “representa uma aposta sustentada na prevenção, na promoção da saúde infantil e no bem-estar das famílias”.
SO/LUSA
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