UC recebe financiamento para estudar efeitos de stress crónico no cérebro

O projeto vai focar-se na observação dos níveis de microRNA-186-5p no córtex pré-frontal em reposta ao stress crónico e de que modo o seu aumento influencia a capacidade cognitiva.

Um projeto, coordenado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), dedicado ao estudo dos efeitos do stress crónico no cérebro, arrecadou 492 mil euros de financiamento do Concurso CaixaResearch de Investigação na Saúde. Esta é uma iniciativa que conta com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

“Sabe-se que indivíduos sujeitos ao stress de forma crónica têm maior probabilidade de sofrer alterações nas suas capacidades cognitivas, mas não se conhece as bases moleculares desta associação”, explica o responsável pelo projeto, Paulo Pinheiro. Assim, o objetivo do estudo será analisar a “função de uma molécula reguladora da expressão de genes – o miR-186-5p – que se sabe estar aumentada no cérebro em situações de stress crónico”.

Tendo em conta que esta molécula também “regula processos celulares e moleculares envolvidos na aprendizagem e memória”, é essencial “perceber como é que os níveis do microRNA-186-5p variam no córtex pré-frontal em resposta ao stress crónico” e explorar “qual o impacto desta regulação na função neuronal”, revelou a equipa, em comunicado.

Além de confirmar se esta regulação é distinta entre os sexos, o estudo que será promovido durante três anos vai procurar “testar a hipótese de que ao normalizar os níveis do miR-186-5p seja possível contrariar os efeitos negativos do stress crónico na cognição”, o que poderá auxiliar na identificação de novos meios terapêuticos para mitigar os efeitos do stress crónico na saúde mental e física.

SO

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