9 Ago, 2019

Trabalhadores em greve do Hospital Pediátrico de Coimbra admitem novas formas de luta

Os trabalhadores do setor da alimentação do Hospital Pediátrico de Coimbra terminam hoje o terceiro dia de greve, mas admitem recorrer a outras formas de luta.

Trabalhadores em greve do Hospital Pediátrico de Coimbra admitem novas formas de luta

Segundo Jacinto Santos, coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), cerca de 70% dos funcionários afetos ao Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) voltaram hoje a parar, assegurando apenas os serviços mínimos.

A principal reivindicação dos trabalhadores passa pela falta de recursos humanos, o que os obriga a um esforço suplementar, explicou o dirigente sindical, salientando que, ao longo dos anos, “há cada vez mais trabalho e menos recursos humanos”.

Segundo o coordenador regional do SINTAP, o SUCH tem adstritos ao serviço de alimentação do Hospital Pediátrico de Coimbra 31 trabalhadores, “mas, na realidade,” o sindicato só consegue contabilizar 24 e não sabe “onde estão os outros”.

No futuro, “se as coisas continuarem”, Jacinto Santos admitiu outras formas de luta, “que terão de ser equacionadas, porque é uma pressão muito grande sobre os trabalhadores, que cada vez são menos e o trabalho é mais”.

“Esperamos que a SUCH retire alguns resultados referente às reivindicações e algumas ideias para colmatar esta questão da falta de recursos humanos que, entre outras, é a pior, e que continue a recuperar equipamento que estava danificado”, salientou.

Os trabalhadores reivindicam também melhores condições de remuneração, sobretudo no trabalho ao sábado e domingo, que “não é pago como sendo realizado naqueles dias e que, no última negociação, o SUCH apenas se disponibilizou para pagar um valor [extra] de 2,56 euros por cada domingo, porque ao sábado nem querem pagar esse valor”.

SO/Lusa

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