21 Mai, 2026

Técnicos do INEM iniciam vigília contra nova lei orgânica

Técnicos de emergência pré-hospitalar iniciaram esta quinta-feira uma vigília junto ao Ministério da Saúde contra a nova lei orgânica do INEM, acusando o Governo de promover o “desmantelamento” do instituto e alertando para riscos na capacidade de resposta da emergência médica.

Técnicos do INEM iniciam vigília contra nova lei orgânica

A ação de protesto, promovida pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) e apoiada pela Comissão de Trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), decorre em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, e inclui a entrega de um manifesto com críticas à reorganização do instituto e propostas para “salvar a emergência”.

Os participantes exibem faixas com mensagens como “Salvar a emergência do INEM” e “Refundação não é destruição”, numa iniciativa que o sindicato descreve como a primeira de várias ações de contestação previstas nas próximas semanas.

Vestidos com camisolas brancas onde se lê “Refundação não é destruição. INEM somos nós”, dezenas de trabalhadores exibiram ainda cartazes dirigidos à ministra da Saúde e à administração do instituto.

Em declarações à Lusa, o presidente do STEPH, Rui Lázaro, afirmou que a vigília pretende demonstrar o “descontentamento dos trabalhadores” perante aquilo que considera ser “a destruição” e “o desmantelamento” do INEM.

Segundo o dirigente sindical, as alterações previstas na nova lei orgânica, aprovada recentemente em Conselho de Ministros, traduzem-se numa redução da capacidade operacional da emergência médica pré-hospitalar.

Entre as críticas apontadas estão a alegada diminuição do número de ambulâncias, a redução da capacidade de transporte de doentes e a perda de capacidade formativa do instituto.

Rui Lázaro acusou ainda o Governo de abrir espaço à participação de entidades privadas no transporte urgente de doentes, considerando que isso poderá ocorrer sem garantias de formação adequada.

O responsável sindical adiantou que os trabalhadores decidiram avançar com várias ações reivindicativas até que o executivo suspenda o processo de reorganização e envolva os profissionais na definição do futuro do instituto.

A nova lei orgânica do INEM foi apresentada pelo Governo como uma peça central da “refundação” do sistema de emergência médica, prevendo alterações no modelo de gestão e no funcionamento operacional do instituto.

LUSA/SO

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