18 Mai, 2021

Oftalmologistas alertam para os sintomas da conjuntivite alérgica

A alergia ocular afeta entre 20% a 25% da população portuguesa e pode atingir todas as faixas etárias.

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) pretende alertar a população para os sintomas associados à conjuntivite alérgica, doença que ocorre quando existe uma inflamação resultante da irritação da conjuntiva por um alérgeno, de modo a reforçar a importância da sua prevenção.

 Na primavera, a época mais comum de manifestações de alergias, devido às elevadas quantidades de pólen, ácaros e poeiras no ar, a alergia ocular é uma patologia que pode aparecer de modo isolado ou associada a outras manifestações alérgicas. Sendo um período que requere um cuidado especial relativo à sua prevenção, a SPO pretende relembrar as suas características e possíveis efeitos.

“Geralmente os sintomas associados são vermelhidão ocular, comichão e secreção transparente ou esbranquiçada. Em casos mais severos, podem associar-se inchaço e descamação da pele das pálpebras, lacrimejo e aumento da sensibilidade à luz”, relembrou a oftalmologista e Secretária-geral Adjunta da SPO, Ana Vide Escada.

A especialista ressalta, neste âmbito, que “o controlo da conjuntivite alérgica passa, primeiramente, pela sua prevenção, evitando o contacto com os alérgenos, quando estes já são conhecidos”.

Este tipo de manifestação alérgica a nível ocular pode ser tratado por meio de agentes anti-histamínicos (antialérgicos), gotas lubrificantes, sendo que, eventualmente, poderão ser usados corticosteroides apenas sob prescrição médica. A oftalmologista reforça, ainda, que “a medicação pode ser somente tópica (…) ou ser sistémica”.

Uma vez que se estima que a conjuntivite alérgica pode afetar entre 20 a 25% da população portuguesa e pode afetar qualquer grupo etário, Ana Vide Escada ressalta que, no caso das crianças poderá ser “necessário aplicar medidas terapêuticas locais e sistémicas”, tendo por base a sua dificuldade em controlar os seus sintomas.

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