Sintra vai ganhar novo polo hospitalar e beneficiar da ampliação do hospital de Cascais

Os estudos preliminares para o novo hospital, que deverá ficar localizado em Sintra, junto ao IC16, irão avançar em breve, prevendo-se que a nova unidade venha a custar entre 20 e 30 milhões de euros

O Ministério da Saúde vai investir na construção de um novo hospital em Sintra e no alargamento do de Cascais, para servir mais utentes das freguesias do município sintrense, anunciou o presidente da autarquia, Basílio Horta (PS).

A novidade foi transmitida aos jornalistas pelo autarca de Sintra na passada sexta-feira após uma reunião com o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Basílio Horta defendeu que o município “precisa de uma rede de saúde que faça sentido e seja coerente. Essa rede de saúde passa fundamentalmente pelo Amadora-Sintra, [e] passa pelo alargamento do Hospital de Cascais, com mais um piso, prestando serviço não só às senhoras e aos jovens, mas a todas as populações do âmbito territorial abrangidas pelo hospital, que se passará a chamar Hospital Cascais-Sintra”, explicou.

O autarca revelou ainda que após as obras anunciadas será criado um polo multidisciplinar, ligando a rede hospitalar a uma rede de cuidados continuados e de convalescença, com 50 a 60 camas, além das urgências e cirurgia ambulatória.

“O senhor ministro informou que, no próximo concurso que será aberto até ao fim do ano, irá ser colocada a obrigatoriedade de, quem ficar com o Hospital de Cascais, aumentar um piso para servir as freguesias de Sintra mais perto de Cascais”, frisou o autarca.

As urgências do novo polo hospitalar de Sintra vão contribuir para atenuar as urgências do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) e, para isso, acaba a Urgência Básica de Algueirão-Mem Martins, que apenas atendia a casos menos urgentes e sem a totalidade dos meios de diagnóstico.

O autarca adiantou que vão avançar os estudos preliminares para o novo hospital, que deverá ficar localizado em Sintra, junto ao IC16, numa área “entre 20 a 30 mil metros quadrados”.

“O senhor ministro tenciona assinar o protocolo para o polo hospitalar de Sintra com a câmara na última semana de janeiro”, apontou Basílio Horta, notando que a autarquia avança com o investimento inicial e só em 2018 é que as verbas entram no Orçamento do Estado.

Em termos de investimento, o autarca admitiu que a nova unidade “não é inferior a 20 milhões, nem superior a 30 milhões de euros”.

Numa carta enviada a 18 de outubro ao ministro da Saúde, Basílio Horta e o presidente da assembleia municipal, Domingos Quintas (PS), solicitaram uma reunião urgente para analisar “as formas de colaboração” com vista à construção de um novo hospital em Sintra.

Os autarcas lembram que o Hospital Fernando Fonseca, “construído e instalado para servir na sua área de influência (Amadora e Sintra) uma população da ordem dos 300 mil utentes, serve atualmente mais de 600 mil utentes”.

Uma situação que “naturalmente gera situações de enorme estrangulamento e dificuldades inultrapassáveis, em particular na área das urgências hospitalares, dos internamentos e das consultas de acompanhamento”, acrescentam os autarcas na carta ao ministro.

No documento, os autarcas referem que o município se compromete a apoiar na construção de um novo equipamento, estimado em 20 milhões de euros, através da “cedência do terreno necessário e com a comparticipação de 30% do custo final do hospital (até seis milhões de euros)”.

Ministro retifica autarca: “não é um novo hospital, como o senhor presidente da Câmara de Sintra referiu”
Questionado domingo na Figueira da Foz sobre o anúncio feito pelo autarca de Sintra relativamente ao novo polo a criar no conselho, ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, revelou aos jornalistas o mesmo adotará um modelo “muito parecido” ao do hospital do Seixal.

A futura unidade de saúde – que “não é um novo hospital, como o senhor presidente da Câmara de Sintra referiu” – será “um polo do Hospital Amadora/Sintra [Hospital Fernando da Fonseca], sem internamentos e muito parecido ao modelo do hospital do Seixal”, afirmou o ministro.

Adalberto Campos Fernandes falava ontem, na sessão de encerramento da 7.ª Reunião Anual da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), que decorreu, desde quinta-feira, num hotel da Figueira da Foz.

O novo polo hospitalar terá “cuidados integrados e continuados”, acrescentou, adiantando que também está prevista a possibilidade de ampliar o Hospital de Cascais”.

Então, “sim, quer Sintra, quer a Grande Lisboa, quer a região da Amadora” ficarão aliviadas das “pressões e tensões de procura [hospitalar] que são difíceis de superar sem uma intervenção profunda, quer na estrutura, quer na organização”, sublinhou.

Sobre o facto de o novo polo não dispor de verbas afetadas no Orçamento de Estado para 2017 (já aprovado na generalidade pela Assembleia da República), Adalberto Campos Fernandes disse que o projeto “resulta de uma parceria” que irá ser desenvolvida com a Câmara de Sintra.

“Brevemente teremos notícias”, concluiu, escusando-se a adiantar pormenores.

 

 

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