29 Abr, 2021

Sintomas depressivos, stress e ansiedade agravaram-se no segundo confinamento

Os resultados do estudo revelaram que os dados do presente ano são semelhantes aos verificados durante março e abril de 2020.

Segundo os dados recolhidos pela Escola de Medicina da Universidade do Minho, os níveis de stress, ansiedade e sintomas depressivos da população portuguesa revelaram novamente um agravamento no início do segundo confinamento.

A investigação, que procurou comparar os dados recolhidos entre março e abril de 2020 com os registados em fevereiro e março de 2021, mostrou que os valores são semelhantes nas duas fases, tendo os mesmos diminuído ao longo do tempo.

Existe, assim, um fenómeno que replica a reação com adaptação previamente observada. Segundo um dos líderes da investigação, Pedro Morgado, “O ser humano tem uma extraordinária capacidade de adaptação e (…) os sintomas reduziram-se ao longo do confinamento”.

No entanto, a verificação dos mesmos valores nos dois períodos pode ser justificada pela sensação de maior cansaço e pela defraudação da expectativa “de que 2021 seria muito melhor do que 2020”, mesmo “apesar de termos mais conhecimento acerca do vírus e de estarmos melhor preparados para as dificuldades do confinamento”, explicou o investigador.

Em contrapartida, a frequência de sintomas obsessivos, associados, por exemplo, à lavagem excessiva das mãos, diminuiu significativamente desde o início da pandemia. Do mesmo modo, também se verificaram sérias alterações nos hábitos presentes na rotina dos portugueses.

De acordo com um inquérito coordenado pela mesma instituição, o aumento do consumo de tabaco, de comida de plástico e de álcool foi significativo. Também foram registadas maiores percentagens de consumo de bebidas energéticas e de canábis.

No âmbito da saúde, também se verificou um acréscimo da percentagem de população que recorreu a consultas de psicologia e psiquiatria. Para salientar estes resultados, é reforçada, em comunicado, a necessidade de se observar “um reforço ao nível da oferta de cuidados de psiquiatria e saúde mental”.

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