29 Set, 2020

SIM alerta que Urgência Geral do Garcia da Orta está em risco de fechar

SIM responsabiliza direção clínica e conselho de administração do Hospital Garcia da Orta pelo eventual encerramento deste serviço.

O Serviço de Urgência Geral (SUG) do Hospital Garcia de Orta (HGO) está em “sério risco” de encerrar.

Em comunicado, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) alerta que este serviço daquele hospital, tal como a urgência de Pediatria, tem “graves limitações”, agravadas e tornadas mais visíveis pelo impacto da pandemia Covid-19.

Entre as limitações, o SIM aponta para a existência de espaço “muito reduzido e de difícil ajuste nesta fase” perante a necessidade de circuitos autónomos para doentes respiratórios e não-respiratórios.

A falta de investimento não se reflete apenas a nível das instalações e de equipamentos, mas também no relativo aos recursos humanos.

Segundo o SIM, existe um “reduzido número de médicos especialistas em Medicina Interna”,  uma “falta de multidisciplinariedade na abordagem aos doentes”, resultante da saída de outras especialidades do SUG, e um sentimento de “exaustão”.

“Se nada for feito, será impossível garantir a manutenção do SUG 24h diariamente”, alerta o SIM, que sublinha que não existe uma estratégia.

Para o SIM, a responsabilidade recai sobre a Direção Clínica e sobre o Conselho de Administração, os quais, acrescenta o sindicato, são também “responsabilizados pela manutenção do encerramento do SU de Pediatria durante a noite”.

Lembrando que o HGO é um Hospital Central, com um SUG polivalente, com “uma afluência média de 300 doentes por dia e com uma área de influência direta de 350 mil habitantes”, o sindicato expõe o incumprimento das recomendações do número mínimo de médicos.

Com a necessidade de um mínimo de cinco médicos especialistas ou equiparados por turno, devido à ampliação do SUG, o SIM diz que até à data as escalas apresentadas são constituídas, “na maioria dos dias, por apenas dois médicos especialistas”.

“Não é admissível oferecer aos utentes, nesta altura de maior necessidade, cuidados prestados por equipas altamente desgastadas, com número insuficiente de médicos especialistas, médicos esses com horas de trabalho suplementar já prestadas muito para além do admissível, traduzindo-se em menor qualidade de serviço e em extraordinária falta de segurança”, conclui.

Comunicado/SO

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