16 Set, 2021

Santa Maria usa cirurgia endoluminal em doentes com obesidade

Só entre Setembro e Dezembro de 2021, o CHULN conta operar pelo menos 40 doentes com esta nova solução.

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte operou na última semana quatro doentes com recurso à cirurgia endoluminal, uma técnica inovadora utilizada em parceria pelos serviços de Cirurgia e Gastrenterologia para tratamento da obesidade. Os utentes do CHULN passam agora a ter à sua disposição uma cirurgia ainda pouco utilizada em Portugal, sem internamento e com pós-operatório mais confortável.

Só entre Setembro e Dezembro de 2021, o CHULN conta operar pelo menos 40 doentes com esta nova solução.

A cirurgia endoluminal utiliza os orifícios naturais do corpo humano para a sua atuação (a boca, por exemplo), com recurso a endoscópio. No caso do sleeve gástrico, em vez de cortar parte do estômago, esta técnica recorre apenas a agrafos, o que preserva o órgão e permite novas intervenções, se necessário. Uma técnica que traz vantagens importantes para os doentes:

– As hospitalizações não superam as 24 horas, o que permite também libertar camas para outros utentes que necessitem de internamento;

– Cirurgia não mutilante, com redução ao mínimo das dores no pós-operatório, por ausência de infeção da ferida operatória, com regresso mais rápido à atividade profissional e à vida normal;
– Possibilidade de repetir a técnica após a primeira cirurgia endoluminal, evitando a cirurgia bariátrica, se o resultado obtido não estiver dentro dos parâmetros definidos.

“Vamos poder inserir no Programa de Tratamento Cirúrgico da Obesidade os doentes já intervencionados e com reganho de peso pós cirurgia”, destaca o diretor do Departamento de Cirurgia do CHULN. João Coutinho acrescenta ainda que as potencialidades desta técnica não se esgotam no tratamento da obesidade.

“Será muito importante também no tratamento das doenças benignas esófago-gástricas, nas fístulas pós cirurgias esófago-gástricas e na resseção de tumores malignos de estádio I/II do esófago e do estômago, assim com nos tumores malignos de estádio I/II do reto. Em alguns Centros de Referência Internacionais, a técnica começa também a ser usada em patologia pancreática”.

Com esta cirurgia, o CHULN dá mais um passo importante para garantir o acesso atempado dos doentes com obesidade à prestação de cuidados de saúde e à sua avaliação por equipas multidisciplinares. Só entre março e julho deste ano, o Centro Hospitalar Lisboa Norte realizou mais de 100 cirurgias a doentes com patologia de obesidade.

SO/COMUNICADO

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