7 Mar, 2017

RedeMut é a resposta ao desafio do Presidente da República

"O Governo ignora completa e sistematicamente a disponibilidade e a capacidade das mutualidades, e constata-se uma absoluta indiferença por parte do Ministério da Saúde", refere a entidade em comunicado

Em resposta ao entendimento político e social para a Saúde, sugerido no sábado pelo Presidente da República, a RedeMut reiteira, mais uma vez, a sua disponibilidade para protocolar sistemas complementares de saúde ligados ao setor social.

A RedeMut é um projeto inovador, nascido por iniciativa de um conjunto de associações mutualistas portuguesas que decidiram unir esforços em torno do objetivo comum de prestar cuidados de saúde à comunidade de associados que as integram.

A organização afirma ser possível a realização de um acordo entre partidos políticos e parceiros sociais, numa lei plurianual na área da saúde, se os diversos atores o milhão de portugueses membros de associações mutualistas.

“Só em 2015, da medicina geral à cirurgia, nas unidades de cuidados de saúde da RedeMut foram prestadas mais de 154 mil consultas médicas, quase 30 mil atos de enfermagem, 340 mil exames complementares de diagnóstico e terapêutica e 12 mil cirurgias”, refere em comunicado.

Atualmente, em Portugal, as mutualidades asseguram o acesso a cuidados de saúde a cerca de um milhão de pessoas, com unidades médicas espalhadas de norte a sul do país bem equipadas, com equipas técnicas qualificadas e a preços reduzidos.

“Mas por incrível que pareça estas clínicas totalmente apetrechadas não estão otimizadas, dispondo de recursos técnicos e humanos que podiam, e deviam, ser rentabilizados em benefício da saúde dos portugueses”, pode ler-se no documento.

A RedeMut é, atualmente, a maior organização mutualista do país, sendo constituída por 21 associações que representam mais de 90% do valor do setor. No seu trabalho quotidiano promove e partilha a prestação de cuidados de saúde e bem-estar e apoio social à comunidade de associados mutualistas, defendendo o modelo mutualista de proteção social.

Assim, a organização denúncia o facto de os responsáveis políticos da área da saúde não privilegiarem a validade deste setor como uma via complementar ao SNS e de permitirem a indefinição total quanto ao papel das associações mutualistas no setor da saúde.

A Lei de Bases da Saúde reconhece um papel especial às instituições particulares de solidariedade social, prevendo a possibilidade de estas entidades integrarem o SNS através de relações de parceria com o Estado.

Comunicado de Imprensa/SO

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