24 Abr, 2018

Quase metade dos pais desconhecem as vacinas que integram o Programa Nacional de Vacinação

Praticamente metade dos progenitores portugueses (48%) afirmam desconhecer quais as vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV) e 28% (quase 3 e em cada 10) creem, erradamente, que a vacina contra a Meningite B integra o PNV de forma generalizada

A patologia, que está entre as que mais receio provoca aos pais (72% colocam-na no top 3 entre as de maior risco para as suas crianças, entre um total de 14 doenças preveníveis através da vacinação), é ainda motivo de grande desconhecimento: 30% dos nossos pais afirmam desconhecer ou ter dúvidas relativamente às formas mais comuns dos seus filhos contraírem a doença. Estas são algumas das conclusões do estudo “Win for Meningitis – Portugal
Report”, apresentado hoje – véspera do Dia Mundial da Meningite – no encontro “Vacinas: a face visível da prevenção – O exemplo da Meningite”, organizado pela GSK.

O evento contou com três momentos: um Workshop formativo sobre a “Importância da Vacinação”, ministrado pelo Professor Mário Cordeiro, pediatra e autor do livro “A verdade e a mentira das vacinas”, e pela Dra. Olga Castro, Scientific Manager da Área de Vacinas do Departamento Médico da GSK; Uma mesa redonda sobre o tema “Vacinas: a face visível da prevenção – o exemplo da Meningite”, que contou com a participação do Prof. Mário Cordeiro; Dra. Diana Moreira, Pediatra e Membro da Comissão de Vacinas da Sociedade de Infeciologia Pediátrica e da Sociedade Portuguesa de Pediatria; Ana Garcia Martins, autora do blog “A Pipoca mais Doce”; e Lenine Cunha, atleta paralímpico que sofreu de Meningite na infância; Apresentação do Prémio de Imprensa “GSK Vacinas: a face visível da prevenção” *, que tem como objetivo fomentar e reconhecer os trabalhos jornalísticos na área da vacinação, sendo que o vencedor receberá um prémio pecuniário de 2.000€.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação evita a morte de dois a três milhões de pessoas, por ano, em todo o mundo e, somente a água potável, rivaliza com a vacinação na sua capacidade de salvar vidas 1.

Atualmente, cerca de 30 doenças podem ser prevenidas, ou a sua incidência diminuída, através da vacinação.
“A vacinação é uma das principais conquistas da ciência e o seu impacto na saúde pública é enorme.

Programas de vacinação robustos e sustentados permitem aliviar pressão sobre o sistema de saúde e transferir recursos para outras áreas, como o acesso à inovação terapêutica. Adicionalmente, a vacinação contribui, também, para o combate global contra a resistência antimicrobiana, ao reduzir a utilização de antibióticos. Não há falta de evidência científica a demonstrar as mais-valias da vacinação.

O que parece existir é falta de informação e, na GSK, acreditamos que é nosso dever liderar a comunicação nesta área, para ajudar a construir uma opinião pública mais informada e consciente”, considera Olga Castro, Scientific Manager da Área das Vacinas do Departamento Médico da GSK.

Sobre a Meningite
A Meningite é uma inflamação das membranas que protegem o cérebro e a espinal medula 2 . É uma doença súbita e grave, que pode conduzir à morte em 24 horas. Existem mais de 2,8 milhões de casos, anualmente, em todo o mundo. Embora seja uma doença pouco frequente, qualquer pessoa, em qualquer idade, pode ser afetada, sendo que os recém-nascidos, crianças, adolescentes e idosos são os que estão em maior risco.

Cerca de 1 em cada 5 sobreviventes apresentam sequelas físicas e mentais, como surdez, lesões cerebrais ou amputações 3. Numa fase inicial, nas primeiras 4-8 horas, os sinais e sintomas são pouco específicos e podem ser semelhantes aos de uma gripe, o que dificulta o 4 diagnóstico. A evolução da doença é muito rápida, pelo que a vacinação é a melhor forma de prevenção.

Existem vários tipos de Meningite. As mais frequentes são as Meningites víricas, causadas por vírus, e as Meningites bacterianas, provocadas por bactérias 5. As primeiras são habitualmente menos graves, mas a recuperação pode levar vários meses. As Meningites bacterianas são geralmente mais graves e requerem tratamento médico adequado aos primeiros sintomas, estando associadas a uma taxa de mortalidade que ronda os 10%. Podem ser causadas por diferentes tipos de bactérias, nomeadamente, por meningococos, pneumococos, Haemophilus influenzae, entre outros. Estas bactérias podem ser transmitidas, sobretudo, através de contacto direto e secreções respiratórias 6.

Relativamente ao meningococos, existem diferentes grupos em circulação em todo o mundo, sendo que os mais frequentes são os do grupo A, B, C, W e Y 7. Neste momento, em Portugal, o grupo mais frequente é o grupo B 8, afetando sobretudo crianças com idade inferior a 5 anos, com uma incidência superior abaixo do ano de idade. Nestes casos, a taxa de mortalidade situa-se entre os 5 e os 14%, sendo que 11 a 19% dos doentes sobrevivem com algum tipo de sequela 9.

A forma mais eficaz de evitar a Meningite meningocócica é a prevenção através da vacinação 10.

Atualmente existem vacinas para os 5 tipos mais frequentes de meningococos: A, B, C, W e Y 11. A vacina para grupo B 12 , o mais frequente no nosso país, apenas está incluída para grupos de risco no PNV, nomeadamente, doentes com asplenia, défices congénito de complemento ou sob terapêutica com inibidores de complemento 13

Sobre o relatório “Portugal – Win for Meningitis”
O estudo “Win for Meningitis” foi realizado pelo instituto Ipsos MORI, a pedido da GSK, entre fevereiro e março de 2016. A investigação foi realizada através de um questionário online, dirigido a 5 mil pais e mães (com pelo menos 1 filho com idade até quatro ano) de 5 países: Alemanha, Brasil, Canadá, Itália e Portugal (mil pais por país).

Fonte: Comunicado de Imprensa

 

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