Projeto-piloto de Cuidados Continuados 24 horas em Évora apresenta “excelentes resultados”

O projeto-piloto nacional, a decorrer em Évora, de uma equipa de Cuidados Continuados Integrados a doentes referenciados, com atendimento 24 horas por dia, está a produzir “excelentes resultados”, anunciou o presidente da ARS Alentejo.

“A iniciativa continua a ser um projeto-piloto nacional e estamos com excelentes resultados”, ao nível dos utentes e cuidadores e em termos de custos, disse à agência Lusa José Robalo, presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo. Promovido pela ARS, através do Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Central, o projeto-piloto, iniciado em dezembro de 2016, intitula-se Equipa de Cuidados Continuados Integrados 24 (ECCI24) e integra profissionais de diferentes áreas, que prestam serviços domiciliários a doentes referenciados.

A ECCI24 atua em termos de cuidados médicos, de enfermagem, de reabilitação e de apoio social, entre outros, a pessoas com dependência funcional, doença terminal ou em convalescença e que, não precisando de internamento, não podem deslocar -se de forma autónoma. Enquadrado na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, o projeto, realçou o presidente da ARS Alentejo, tem deixado satisfeitos utentes e cuidadores”.

“A possibilidade de entrar em contacto telefónico com um dos elementos da equipa descansa logo os utentes, que estão muito satisfeitos, e mesmo os cuidadores aceitam de forma muito positiva este tipo de apoio”, disse. E, contrariando “a ideia de que as coisas no domicílio saem mais caras”, frisou, a iniciativa tem permitido reduzir custos: “Têm sido muito mais baixos do que o internamento de que estas pessoas precisariam se não tivessem este tipo de prestação de serviços domiciliários”.

José Robalo, que admitiu a possibilidade de alargar o projeto-piloto a Estremoz (Évora), nesta primeira fase, falava à Lusa no dia em que a Fundação Eugénio de Almeida (FEA) e a ARS assinaram um protocolo de colaboração para constituir uma Bolsa Dedicada de Voluntariado para apoio à ECCI24. “Este protocolo é o ponto de partida para que voluntários passem a colaborar com a equipa”, sobretudo para “ajudar pessoas que não tenham cuidadores informais e que precisem de apoio para ir a uma consulta ou buscar medicamentos, tratar de qualquer assunto ou conversar”, indicou o presidente da ARS.

Segundo a FEA, a Bolsa Dedicada de Voluntariado vai arrancar com 10 voluntários, que já finalizaram a formação específica, ministrada pela instituição, para apoio a Cuidados Continuados. A iniciativa, explicou a fundação, pretende apoiar e acompanhar no domicílio os utentes, familiares e cuidadores dos utentes do projeto ECCI24, contribuindo para o seu “suporte e apoio emocional”.

“Propiciar o descanso de cuidadores, fazer companhia, conversação, em suma, dignificar a sua estada no domicílio e desenvolver um conjunto de distintas atividades” para “a melhoria da qualidade de vida dos utentes, familiares e cuidadores” serão também tarefas dos voluntários.

LUSA/SO

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