Programa Gilead GÉNESE: Uma referência na área da Saúde

Na cerimónia que deu a conhecer os vencedores da edição de 2016, Vítor Papão, diretor Geral da empresa em Portugal, reforçou a aposta da multinacional nesta iniciativa que tem como objetivo orientador melhorar a qualidade de vida dos doentes

A Gilead Sciences promoveu mais uma vez a distinção de projetos de índole científica e de apoio comunitário através do Programa Gilead GÉNESE. Na cerimónia que deu a conhecer os vencedores da edição de 2016, Vítor Papão, diretor Geral da empesa em Portugal, reforçou a aposta da multinacional nesta iniciativa que tem como objetivo orientador melhorar a qualidade de vida dos doentes.

O Teatro Thália, em Lisboa, recebeu no passado dia 6 de Abril a cerimónia de atribuição dos prémios do Programa Gilead GÉNESE referentes ao ano de 2016. Na cerimónia onde se ficaram a conhecer os vencedores dos prémios que já vão na 4.ª edição, Vítor Papão começou por lembrar que este ano a multinacional assinala 30 décadas de vida dedicadas “à investigação e à inovação terapêutica” em áreas terapêuticas com “necessidades não satisfeitas” relativamente às respostas disponibilizadas aos doentes.

Atendendo à data comemorativa, o diretor-geral da Gilead Sciences Portugal, reforçou ser este o momento certo para “promover a reflexão sobre o percurso e o trabalho que tem sido desenvolvidos nos últimos 30 anos”, tendo sempre em consideração que a Gilead Sciences neste trajeto “fez mais do que produzir produtos farmacêuticos”. A multinacional tem também pautado a atuação no mercado pelo “apoio a muitas causas e projetos muitas vezes decisivos”, tanto no campo científico, como no acompanhamento, formação e alerta da comunidade para as questões da promoção da Saúde.

Painel do Programa Gilead Génese constituído por André Albergaria, Maria de Belém Roseira, Jorge Soares, Beatriz Lima e Paula Guimarães

Painel do Programa Gilead Génese constituído por André Albergaria, Maria de Belém Roseira, Jorge Soares, Beatriz Lima e Paula Guimarães

O Programa Gilead GÉNESE é o exemplo mais visível desta política. Criado em 2013, o concurso “aposta em mais e melhor informação na área da saúde, na descoberta de novas abordagens terapêuticas, na identificação de melhores práticas clínicas e consequentemente na melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas”, sublinhou o responsável. Ao longo das quatro edições deste programa foram avaliadas mais de 200 candidaturas – 130 de índole científico e 72 de âmbito comunitário – sendo que foram apoiados 53 projetos com um total de mais de um milhão de euros atribuídos, “sendo evidente na edição deste ano a crescente robustez das candidaturas apresentadas”, reconheceu Vítor Papão.

A qualidade das iniciativas e projetos apresentados têm contribuído também para tornar o Gilead Génese um “programa de referência” na área da Saúde, onde se tenta trabalhar uma “relação construtiva entre sectores público, privado e social, numa união de esforços que tem como objetivo primordial promover a investigação científica e o envolvimento das comunidades”, concluiu o responsável.

Respons+íveis projetos apoiado1

Responsáveis pelos projetos apoiados

Na edição de 2016 foram apresentadas 35 candidaturas, submetidos por diferentes entidades científicas, académicas e da sociedade civil, tendo sido distinguidas 12 projetos – seis de natureza científica e seis de iniciativa comunitária – pelo seu potencial contributo para a otimização da prática clínica, da melhoria da qualidade de vida dos doentes e dos resultados em saúde.

 

Aposta em novas abordagens ao VIH

Nos seis projetos de índole científica premiados nesta 4.ª edição do prpograma destaca-se a procura de novas abordagens ao vírus da imunodeficiência.

O Instituto Nacional de Engenharia Biomédica, da Universidade do Porto, apresentou o trabalho Nano-ThERM – Nanopartículas em Enema Termossensível para o Desenvolvimento de Microbicidas Retais Anti-VIH cujo principal objetivo passa pelo desenvolvimento de enemas sensíveis à temperatura para serem utilizados como veículos de nanopartículas na administração retal. Estas nanopartículas a testar não têm atividade anti-VIH intrínseca, mas poderão ser utilizadas como transportadores de fármacos antirretrovirais, destinando-se os enemas obtidos ao futuro desenvolvimento de microbicidas retais anti-VIH.

O trabalho VIH_TRANFERSOME – Inibidor de fusão veiculado em Transfersomas para libertação transdérmica, da FARM-ID, Associação da Faculdade de Farmácia para a Investigação e Desenvolvimento, procura aumentar a adesão terapêutica aos antirretrovirais através do desenvolvimento de uma formulação inovadora não invasiva, indolor, cómoda, sem recurso a dispositivos externos (agulha e seringa) e sem necessidade de reconstituição extemporânea para o T-20.

Já o CEDOC- Centro de Estudos de Doenças Crónicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade NOVA de Lisboa foi distinguido pelo trabalho sobre Replicação do VIH-1 nos santuários foliculares que visa compreender como o VIH-1 modula a maquinaria das células Tfh de modo a torná-las em fábricas produtoras de vírus e desenvolver intervenções para bloquear esta produção viral.

O Centro de Investigação Interdisciplinar em Sanidade Animal CIISA da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa viu o projeto sobre o Desenvolvimento de anticorpos biespecíficos anti-gp120/gp41 para o tratamento da infeção do VIH-1 distinguido. Os investigadores pretendem desenvolver uma nova abordagem terapêutica através de anticorpos recombinantes biespecíficos com a capacidade de bloquear o processo de entrada do VIH na célula hospedeira.

O projeto sobre o Papel dos ectossomas na disseminação da infecção do HIV no Sistema Nervoso Central e seu contributo na patogénese da demência associada ao HIV, da Associação para o Ensino e Investigação em Microbiologia – Host-Pathogen Interaction Unit da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, foi outro dos trabalhos distinguidos. O objetivo geral deste projeto passa por contribuir para o melhor conhecimento sobre os mecanismos pelos quais a infeção e o processo inflamatório associado ao VIH se difunde no sistema nervoso central.

O Instituto de Higiene e Medicina Tropical foi galardoado pelo trabalho Importância dos diagnósticos tardios na propagação da epidemia de VIH em Portugal: uma abordagem multidisciplinar que pretende conhecer a população com diagnóstico tardio em Portugal. De recordar que os diagnósticos tardios continuam a ser um problema premente na Europa e em Portugal. Os diagnósticos tardios da infeção por VIH aumentam a probabilidade do individuo infetado sofrer complicações relacionadas com o decorrer da infeção e aumentar o risco de propagação do vírus por desconhecimento do estado serológico.

Desmistificar falsas crenças na saúde sexual

O trabalho na comunidade é essencial para travar a propagação da infeção por VIH e as associações galardoadas no Programa Gilead GÉNESE procuram junto das populações desmistificar os mitos ainda existentes relativamente à saúde sexual que potenciam a propagação da infecção.

A Associação para o Planeamento da família foi distinguida pelo projeto 100 RIScOS. Esta ação, que terá a duração de um ano, visa prevenir comportamentos de risco através da prestação de informação e apoio na comunidade da ilha da Madeira. O projeto pretende chegar a 1.500 pessoas, realizar 500 testes rápidos e aposta no aconselhamento pré e pós teste, no fornecimento de preservativos e no encaminhamento e referenciação da população diagnosticada com a infeção por VIH.

O projeto Hygeia – Prevenção de infeções sexualmente transmissíveis na população juvenil, da Universidade do Porto, visa melhorar os conhecimentos, aptidões e competências da população juvenil do grande Porto na prevenção das infeções sexualmente transmissíveis, nomeadamente quanto à infeção pelo vírus da imunodeficiência humana, sendo direcionado a jovens do ensino secundário no ambiente escolar durante o tempo letivo.

A Associação Estudo Vida sem SIDA em Portugal pretende saber os conhecimentos, as atitudes, as crenças, as competências e os comportamentos dos jovens face ao VIH/SIDA, através do projeto galardoado VIDA sem SIDA de forma a promover fatores de proteção aliados aos comportamentos de saúde com da participação direta dos jovens.

In.Porto.Me2 – Rastreio e Promoção de Qualidade de Vida de Seniores VIH+ da região de Coimbra foi outra das ideias premiadas. Promovido pela Fundação Portuguesa A Comunidade Contra a Sida este projeto pretende dedicar-se à população sénior promovendo o acesso a informação sobre comportamentos de risco, conhecer o estado serológico e apostar na adesão à terapêutica nos indivíduos infetados pelo VIH.

A promoção da adesão à terapêutica é também o principal objetivo que a Agência Piaget para o Desenvolvimento pretende alcançar, mas desta feita na população também infetada com o VHC. O projeto ADERE+ – Promoção da Adesão à Terapêutica para o VHC em contexto de proximidade, junto de utilizadores de drogas visa integrar esta população de características tão específicas num Programa de Terapêutica Combinada e enquadrar estes indivíduos, muitas vezes afastados dos cuidados de saúde, em estratégias de educação para a saúde.

Por fim, a Associação Positivo – Grupos de Apoio e Auto-ajuda foi distinguida pelo projeto C-Vihd@ – Programa de Prevenção e Aconselhamento de VIH, Hepatites Virais e IST. A associação vai apostar nas novas plataformas de comunicação – através do e-learning, da Internet, da realização de fóruns e da prestação de apoios (serviço voz, SMS e email) – para melhorar a informação e potenciar o conhecimento acerca da Infeção VIH, das hepatites virais, das infeções sexualmente transmissíveis na comunidade em geral e na comunidade de pessoas que vivem com o VIH/SIDA e com os vírus da hepatite B e C.

 

MMM

 

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