20 Set, 2019

Portugal tem das mais altas taxas de mortalidade materna da Europa

Portugal está fora do top 25 de países com taxas mais baixas, apesar de o país ter reduzido esta taxa em cerca de 20% em quase duas décadas.

Em 2017, Portugal registou uma taxa de mortalidade materna de oito mortes por 100 mil nascimentos, o que coloca o país numa boa posição entre os cerca de 150 países analisados mas atrás da muitos países europeus, revelam as estimativas da UNICEF e da organização Mundial da Saúde (OMS).

Há pelo menos 25 países com indicadores de mortalidade materna mais reduzidos como Austrália, Finlândia, Israel, Itália, Espanha, Reino Unido, Japão ou Grécia.

Na Europa, Itália surge como o país com melhores indicadores em 2017, com apenas 2 mortes maternas por 100 mil nascimentos, tendo reduzido em 50% a mortalidade materna entre 2000 e 2017. Espanha tem uma taxa de 4 por 100 mil; o Reino Unido regista 7/100 mil; a Holanda e Luxemburgo 5; a Finlândia e Grécia 3; a Irlanda 5; a Suécia, Dinamarca, Islândia e Bélgica 4; a República Checa e a Polónia 3; a Áustria 5, por exemplo.

No caso português, a redução foi de 20% no mesmo período, passando de 10 mortes maternas por 100 mil nascimentos em 2000, para oito em 2017.

Vários países europeus tiveram reduções superiores às de Portugal como a Bélgica, a Dinamarca, o Chipre, a Itália ou o Luxemburgo.

No fim da tabela, com piores indicadores, encontram-se países como a República Centro-Africana, o Chade, Afeganistão ou Guiné-Bissau com mais de 600 mortes maternas por 100 mil nascimentos. O Chade regista mesmo mais de 1.000 mortes maternas por cem mil crianças que nasceram.

SO/LUSA

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