9 Fev, 2022

Oncologia. São João investe 7,6 ME para “dar uma resposta mais eficaz”

Três novos equipamentos vão permitir que o hospital “se mantenha na vanguarda do diagnóstico”, observou o diretor do serviço de oncologia do CHUSJ, Miguel Barbosa.

O Hospital de São João, no Porto, vai adquirir três novos equipamentos que, num investimento de mais de 7,6 milhões de euros, permitirão “dar uma resposta mais eficaz” em áreas como a oncologia, revelou o diretor daquela especialidade, Miguel Barbosa.

Em declarações à Lusa, o diretor do serviço de oncologia do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUSJ) afirmou que os três equipamentos vão permitir “dar uma resposta muito mais célere e eficaz aos doentes”, em particular aos doentes com cancro.

“Este investimento é fruto de uma série de necessidades que ao longo do tempo fomos identificando”, salientou o médico, acrescentando que aquela unidade hospitalar vai ficar “apetrechada” para dar uma resposta “ainda com mais qualidade” aos doentes.

Um dos equipamentos é um angiógrafo digital integrado com tomografia computorizada (TC), que deverá ficar operacional já no próximo mês e permite fazer “procedimentos de radiologia de intervenção”. “É o primeiro angiógrafo acoplado à TC. Vamos conseguir ter imagens em tempo real de alta-definição que faz com que estes procedimentos invasivos sejam muito mais exatos e precisos. É um passo no tratamento do cancro”, esclareceu.

Em maio ficará operacional outro dos equipamentos, nomeadamente, a câmara de PET/CT, que “permite um diagnóstico mais apurado e global da doença oncológica”. Com esta tecnologia dentro de portas, os doentes oncológicos não vão precisar de sair do hospital para realizar este tipo de exames, possibilitando assim, “uma resposta muito mais rápida”, bem como a troca de conhecimento.

“Vai permitir que o hospital se mantenha na vanguarda do diagnóstico”, observou Miguel Barbosa, recordando que o hospital de São João é o centro de referência a nível nacional para o tratamento do cancro do esófago, do reto, do testículo, hepatobilio-pancreátrico e pediátrico.

A meio do ano deverá ficar também operacional o novo acelerador linear, equipamento que permitirá “aumentar a capacidade de resposta do serviço de radioterapia”. “Teremos capacidade de tratar várias dezenas de doentes por dia adicionalmente”, disse, esclarecendo que como o aparelho é de “ultima geração”, permitirá “dirigir a radioterapia especificamente para o tumor, libertando as áreas à volta do tumor de radiação”

A aquisição destes equipamentos é cofinanciada pelo Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER) e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) no valor de 7,6 milhões de euros, dos quais 1,6 milhões de euros correspondem ao angiógrafo, 2,8 milhões de euros ao PET/CT e 3,2 milhões de euros ao acelerador linear.

LUSA

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