21 Mar, 2017

Obras no Centro Hospitalar Gaia/Espinho vão avançar

A portaria governamental que permite avançar com a segunda fase de reabilitação do Centro Hospitalar Gaia/Espinho já foi assinada e será publicada em Diário da República esta semana

“O diploma legal (Portaria) que vai permitir levar a feito todo o processo de empreitada de construção do novo edifício – Fase B do Plano de Reabilitação Integrado do referido Centro Hospitalar [de Vila Nova de Gaia/Espinho] – já foi assinada pelas tutelas intervenientes – Saúde e Finanças -, prevendo-se a sua publicação, em Diário da República, nos primeiros dias desta semana”, refere a Administração Regional de Saúde Norte (ARS-N), em comunicado.

Doze diretores de serviços do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho manifestaram no dia 8 a sua “indignação” com a paragem das obras do hospital, cujo avanço diziam estar “dependente da assinatura” de uma portaria pelos ministros da Saúde e das Finanças.

No comunicado, a ARS-N afirma que o valor total do investimento para esta empreitada é de cerca de 13 milhões de euros (mais IVA), dos quais cerca de seis milhões são provenientes de financiamento comunitário e três milhões da Câmara Municipal de Gaia.

“O montante remanescente será suportado por receita própria do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE”, acrescenta.

O grupo de diretores de serviço, que disse falar em nome de todos os 34 diretores de serviço do hospital, afirmou na ocasião que se até final de março não houver solução, ponderava tomar “uma atitude coerente com o centro hospitalar”, admitindo como “cenário possível” a demissão em bloco.

“Há oito meses que se aguarda a assinatura da portaria conjunta – Ministério da Saúde e das Finanças – que é fundamental para que este hospital saia da mediocridade logística. Porque excelência a clínica tem. O que não tem é edifício, condições e recursos humanos suficientes para a população que cobre”, disse Horácio Costa, diretor do Serviço de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva.

O concurso público para a segunda fase da obra do CHVNG/E foi aprovado por maioria a 2 de março pelo Conselho de Administração (CA), cujo mandato terminou no final de dezembro de 2016, tendo já sido informado da não recondução da equipa.

A empreitada, que inclui a nova urgência, só poderia ser adjudicada depois de publicada a portaria assinada pelos dois ministérios.

LUSA/SO

 

Gedeon Richter

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