Nevo Displásico: Desafios Diagnósticos entre a Dermatoscopia e a Histologia

José Carlos Cardoso, tesoureiro da SPDV, aborda os principais desafios no diagnóstico de nevos displásicos, sublinhando a importância de cruzar a avaliação clínica, dermatoscópica e histológica para orientar o diagnóstico e o acompanhamento dos doentes.

Nevo Displásico: Desafios Diagnósticos entre a Dermatoscopia e a Histologia

Qual o principal objetivo da sua apresentação sobre nevos displásicos e que pontos vai focar?
O principal objetivo da apresentação é discutir os desafios que se colocam mais frequentemente no diagnóstico histopatológico dos nevos displásicos. Irei abordar questões relacionadas com a classificação e critérios de diagnóstico destas lesões, da variabilidade interobservador, bem como aspetos relacionados com a qualidade da amostra e com a importância da correlação clinicopatológica.

 

Quais os maiores desafios na interpretação histológica dos nevos displásicos e na correlação com a dermatoscopia?
Os principais desafios na abordagem destas lesões prendem-se com a sua grande variabilidade histopatológica e com o largo espectro de alterações arquiteturais e citológicas que podem ser encontradas. O diagnóstico depende da avaliação de múltiplos parâmetros cuja importância relativa não está totalmente estabelecida e motiva variabilidade significativa na sua interpretação. Em alguns casos, o tipo de amostragem e a dificuldade de correlação com os dados clínicos e com a dermatoscopia acrescentam complexidade significativa ao diagnóstico deste tipo de lesões.

 

Que conselho prático daria aos dermatologistas na gestão diária destes nevos?
Não é possível elaborar conselhos práticos que se apliquem à generalidade dos doentes. A atitude terapêutica e seguimento dos doentes com nevos displásicos depende de múltiplos fatores que incluem, além dos aspetos histopatológicos, o contexto clínico, nomeadamente a idade, a história pessoal e familiar, o número de lesões, o padrão névico do doente, o tempo de evolução ou modificação das lesões, entre outros. A análise destes múltiplos fatores auxilia na avaliação do risco, caso a caso, e na consequente atitude clínica a seguir.

 

Que conclusões ou mensagens principais espera transmitir aos dermatologistas que assistirem à sessão?
Com esta apresentação pretende-se transmitir os aspetos mais relevantes do diagnóstico histopatológico dos nevos displásicos, discutindo as suas limitações e dificuldades. O objetivo é igualmente reforçar a importância da correlação clinicopatológica e dermatoscópica no diagnóstico, tratamento e seguimento dos doentes com nevos displásicos.

 

Sílvia Malheiro

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