22 Mai, 2026

Portugal registou sete casos confirmados de sarampo este ano

Portugal confirmou sete casos de sarampo desde o início do ano, seis deles em pessoas não vacinadas, segundo a Direção-Geral da Saúde, que reforça o apelo à vacinação e à vigilância de sintomas suspeitos.

Portugal registou sete casos confirmados de sarampo este ano

Portugal registou sete casos confirmados de sarampo desde o início de 2026, seis dos quais em pessoas não vacinadas, anunciou esta quinta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS), garantindo que todos os doentes tiveram evolução clínica favorável.

Segundo a autoridade de saúde, os casos foram identificados nas regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, envolvendo pessoas com idades até aos 59 anos.

Três dos casos foram importados e não originaram cadeias de transmissão associadas, refere a DGS num comunicado sobre a situação epidemiológica do sarampo em Portugal.

A direção-geral adiantou ainda que foi detetada uma cadeia de transmissão limitada, relacionada com um caso de origem desconhecida, que deu origem a dois casos secundários em contexto hospitalar.

Existe ainda um caso adicional sob investigação epidemiológica, sem evidência de transmissão associada.

A DGS assegura que continua a monitorizar permanentemente a situação epidemiológica na Europa e no mundo, mantendo também comunicação regular com os profissionais de saúde em Portugal.

Entre as orientações emitidas está o reforço da vigilância clínica e da notificação de casos suspeitos, bem como o aproveitamento de todas as oportunidades de vacinação.

“A vacinação contra o sarampo sempre teve uma adesão elevada em Portugal, sendo um dos principais fatores para a eliminação da doença e para a prevenção de surtos”, sublinha a autoridade de saúde.

A DGS recorda ainda que a proteção dos grupos mais vulneráveis, como bebés com menos de 12 meses e pessoas imunossuprimidas, depende da manutenção de coberturas vacinais elevadas e da chamada imunidade de grupo.

A autoridade de saúde aconselha os cidadãos a verificarem o seu estado vacinal através do boletim de vacinas ou da aplicação SNS 24 e, se necessário, a atualizarem a vacinação prevista no Programa Nacional de Vacinação.

Já as pessoas com sintomas sugestivos de sarampo, como febre alta, tosse, rinite, conjuntivite e erupção cutânea, devem evitar contactos com outras pessoas e contactar o SNS 24.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa transmitida por via aérea através de gotículas respiratórias e, apesar de geralmente benigna, pode provocar complicações graves e, em alguns casos, ser fatal.

No início desta semana, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo anunciou ter identificado três casos de sarampo e cerca de 500 contactos de risco no concelho de Beja desde abril.

Segundo a autoridade local de saúde, os casos registados em Beja apresentam ligação epidemiológica entre si e envolveram adultos entre os 30 e os 55 anos.

LUSA/SO

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