5 Fev, 2019

Mulher que tentou raptar recém-nascido no hospital São João fica em prisão preventiva

Decisão foi do Tribinal de Instrução Criminal do Porto. Hospital de São João garante que todos os récem-nascidos têm pulseira eletrónica.

A suspeita, que dado a “gravidade da situação” esteve até hoje detida na PSP, chegou ao TIC cerca das 10:00, mas só durante a tarde é que foi ouvida, tendo ficado acusada de sequestro qualificado na forma tentada.

À saída do tribunal, o advogado da mulher não quis prestar declarações aos jornalistas. No sábado, ao princípio da noite, uma mulher envergando uma bata de profissional de saúde tentou raptar um recém-nascido do berçário do Hospital de São João.

Contactada domingo pela agência Lusa, uma fonte do Comando Metropolitano da PSP do Porto adiantou que a mulher, de 48 anos, entrou no quarto onde estava o bebé e familiares.

A mulher “chegou a pegar na criança ao colo”, mas o pai estranhou a situação e decidiu chamar a polícia às 19:22 de sábado, tendo a suspeita acabado por ficar detida, disse a mesma fonte da PSP.

Também no domingo, o Hospital de São João revelou que vai abrir um inquérito interno para “esclarecimento completo” da tentativa de rapto de um recém-nascido na maternidade daquela unidade, avançou hoje à Lusa fonte da instituição.

Já hoje, em comunicado, o hospital garantiu que todas as crianças internadas no Serviço de Obstetrícia têm uma pulseira eletrónica “permanentemente ativa”.

“Todos os recém-nascidos no Serviço de Obstetrícia têm uma pulseira eletrónica que dispara o alarme sempre que a criança sai fora de um perímetro predefinido no interior do serviço”, disse o hospital.

Hospital de São João garante que todos os récem-nascidos têm pulseira eletrónica

 

O Hospital de São João, no Porto, de onde no sábado uma mulher tentou raptar um recém-nascido, garantiu que todas as crianças internadas no Serviço de Obstetrícia têm uma pulseira eletrónica “permanentemente ativa”.

“Todos os recém-nascidos no Serviço de Obstetrícia têm uma pulseira eletrónica que dispara o alarme sempre que a criança sai fora de um perímetro predefinido no interior do serviço”, disse o hospital, em comunicado.

Apesar de ter instaurado um inquérito interno, o centro hospitalar assegura que os dispositivos de segurança dos nascituros “estiveram e estão permanentemente ativos”, reafirmando que todas as crianças internadas dispõem de uma pulseira eletrónica, não sendo possível sair do serviço com um recém-nascido sem o competente processo estar clinicamente encerrado.

Este sistema de segurança implica que a entrada e saída do Serviço de Obstetrícia seja feita exclusivamente através de porta com dispositivo eletrónico de acesso com cartão de profissional daquele serviço, possuindo videovigilância no corredor de acesso ao mesmo, explicou.

O hospital adiantou ainda que o serviço dispõe de um posto de segurança/portaria, sendo que todas as visitas são identificadas à entrada do serviço com o registo dos dados do cartão de cidadão de cada familiar/visita e número da cama do familiar que vem visitar.

Nunca houve um caso de rapto consumado no Serviço de Obstetrícia, desde que, há mais de dez anos, foi instalado o sistema de segurança atual, referiu.

“A segurança das pessoas internadas no Centro Hospitalar Universitário de São João é uma preocupação constante do seu Conselho de Administração e dos seus profissionais”, vincou.

A unidade de saúde salientou ainda que as conclusões do inquérito serão “tornadas públicas e totalmente respeitadas”.

No sábado, ao princípio da noite, uma mulher envergando uma bata de profissional de saúde tentou raptar um recém-nascido do berçário do Hospital de São João.

Contactada pela agência Lusa, uma fonte do Comando Metropolitano da PSP do Porto adiantou que a mulher, de 48 anos, apresentava-se como uma profissional de saúde, vestindo uma bata e usando um estetoscópio, quando entrou no quarto onde estava o bebé e familiares.

A mulher “chegou a pegar na criança ao colo”, mas o pai estranhou a situação e decidiu chamar a polícia às 19:22 de sábado, tendo a suspeita acabado por ficar detida, disse.

A suspeita, que ficou detida desde esse dia dado a “gravidade dos factos”, está agora a ser ouvida no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

LUSA

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