14 Abr, 2020

Morreu a imunologista Maria de Sousa, vítima de Covid-19

Maria de Sousa tinha 81 anos e faleceu no Hospital de São José.

A imunologista Maria de Sousa morreu na noite desta terça-feira, no Hospital de São José em Lisboa, avança o jornal Público. A médica estava internada há mais de uma semana e encontrava-se agora na unidade de cuidados intensivos.

Maria de Sousa era um nome incontornável na área da imunologia: dedicou-se a investigar a migração organizada dos linfócitos e a sua relação com o timo. Professora emérita da Universidade do Porto, licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa, em 1963, iniciando depois a sua carreira de investigação em Londres. Daí foi para a Escócia, onde se doutorou em Imunologia, em 1972.

Depois de uma passagem pelos Estados Unidos, onde se dedicou à investigação na área do cancro, volta a Londres e é nos Laboratórios de Biologia Experimental do Imperial Cancer Research Fund que desenvolve a descoberta que mais marcou a sua carreira. Maria de Sousa revelou ao mundo que nem todos os tipos de linfócitos têm origem no timo (uma glândula do sistema imunitário), como se pensava anteriormente. Através de experiências em ratinhos, percebeu que, mesmo sem o timo, estes continuavam a produzir linfócitos.

Nos órgãos linfáticos periféricos dos ratinhos desprovidos de timo havia espaços deixados vazios – ou seja, destinados precisamente aos linfócitos T.

Maria de Sousa regressa a Portugal já 1984, passando a professora catedrática de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Integrava ainda o júri do prémio Pessoa.

TC/SO

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