Ministro da Saúde afirma estar disposto a “limar algumas questões” do pagamento do trabalho suplementar

Adalberto Campos Fernandes disse que o secretário de Estado já tem uma reunião agendada para o início da próxima semana com os dois principais sindicatos dos médicos para tratar desta matéria

O ministro da Saúde manifestou hoje abertura para “limar algumas questões”, em sede de negociação, relativas ao pagamento do trabalho extraordinário aos médicos e enfermeiros.

“Os canais de diálogo estão abertos, as conversações com as estruturas sindicais estão abertas e nós estamos disponíveis para introduzir as medidas de melhoria do próprio modelo, mantendo este princípio de progressividade e faseamento, para que em 2018 este assunto esteja resolvido”, afirmou o responsável da pasta da Saúde.

Os médicos e enfermeiros ficaram descontentes com a publicação em decreto-lei, na semana passada, das regras de reposição do pagamento do trabalho extraordinário, pois consideram discriminatório o facto de estas apenas abrangerem profissionais que exercem funções nos serviços de urgência e nas unidades de cuidados intensivos.

A Ordem e os sindicatos médicos reuniram-se ontem e já convocaram para sexta-feira uma reunião alargada a todas as associações médicas para definir uma estratégia de defesa do Serviço Nacional de Saúde.

O Sindicato dos Enfermeiros também já disse que estava a analisar formas de luta contra a discriminação de profissionais no pagamento do trabalho suplementar definido pelo Ministério da Saúde.
Confrontando com o desagrado dos profissionais de saúde, o ministro afirmou: “O sentido de responsabilidade na governação faz com que nós não possamos dizer aquilo que é desejável e compreendemos que os próprios grupos profissionais entendam ser desejável, mas ao Governo cumpre fazer aquilo que é possível”.

Adalberto Campos Fernandes disse ainda acreditar que “em sede de negociação” seja possível “limar e resolver as questões que ainda existem”.

LUSA/SO

 

Gedeon Richter

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