O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, disse, na Batalha, que o Ministério da Saúde está a “acelerar o processo” dos rastreios aos diferentes cancros, situação que foi prejudicada durante a pandemia.

“Para nós é uma situação muito preocupante. Se não parámos e conseguimos manter fora deste processo [covid] os IPO [Instituto Português de Oncologia] – embora com algum decréscimo -, a nossa preocupação na área da oncologia vai exatamente para os rastreios do cancro da mama, do cancro do colo do útero e do cancro colorretal”, disse Lacerda Sales.

O secretário de Estado assegurou que o Governo está “a acelerar e a fazer a reprogramação de todos esses rastreios em todas as regiões do país”. O governante salientou que no período outono/inverno vai “haver dois grandes desafios”: criar um circuito para os doentes respiratórios, de modo a “dividir bem” os utentes que podem ser covid e não covid e “retomar a atividade existencial programada”.

“Não estamos reféns da covid-19”, garantiu António Lacerda Sales, ao referir a “preocupação” com a “pressão sobre os cuidados de saúde” em diagnósticos não covid-19. Por isso, foi realizado um “reforço nos recursos humanos”.

No entanto, admitiu que tem havido “mais facilidade em retomar a atividade nos hospitais” e uma “maior dificuldade” em reativar a atividade nos cuidados de saúde primários.

“Uma das razões é a impossibilidade de criar circuitos de segurança em algumas extensões de saúde. Primeiro, temos de criar as condições. Mas tem havido uma recuperação da atividade existencial dos ACeS [Agrupamentos de Centros de Saúde] e dos hospitais”, reforçou.

SO/LUSA

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