10 Mar, 2017

Ministério da Saúde quer estudar viabilidade de novo acelerador linear em Vila Real

Com sede social em Vila Real, o CHTMAD pretende adquirir um segundo acelerador linear para reforçar a unidade de radioterapia do centro oncológico. Este equipamento pode custar cerca de cinco milhões de euros e vai permitir a introdução de novas técnicas de tratamento

O Ministério da Saúde determinou a realização de um estudo sobre a viabilidade técnica e económica do projeto de instalação de um novo acelerador linear no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

De acordo com um despacho publicado hoje em Diário da República, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, determinou o estabelecimento de um protocolo de colaboração a fim de avaliar e definir a viabilidade do projeto de instalação de um novo acelerador linear naquele centro hospitalar.
O despacho refere que o desenvolvimento deste projeto “carece de um estudo prévio, designadamente quanto à adequação das instalações, custos e benefícios inerentes e efeitos na rede de cuidados existente na região”.

“Este projeto que reveste claro interesse público, visando o reforço do Serviço Nacional de Saúde, carece da consolidação e validação da informação recolhida até ao momento, com intervenção das diversas entidades com atribuições nesta matéria”, acrescenta ainda o documento.

O secretário de Estado determinou que a Administração Central do Sistema de Saúde, a Administração Regional de Saúde do Norte, o CHTMAD e o Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil (IPO Porto) estabeleçam um protocolo de colaboração.

Serão também avaliados  “os níveis de produção previstos para a unidade projetada e os efeitos na rede de cuidados existente na região”.

Manuel Delgado quer ainda “identificar os níveis e formas de articulação entre o CHTMAD e o IPO Porto, nomeadamente assegurando esta última entidade a formação e o nível de diferenciação dos recursos humanos do primeiro para assegurar o adequado funcionamento da referida unidade de radioterapia”.

As entidades devem apresentar, até dia 15 de abril, um relatório sobre o projeto, com o propósito de se tomar uma decisão política sobre o assunto.

O conselho de administração do CHTMAD congratulou-se com o estabelecimento deste protocolo de colaboração, que disse que “acaba por ser o desenvolvimento natural de uma necessidade que já era sentida há muito tempo, um novo acelerador linear”.

“Esta necessidade torna-se imperiosa visto que o atual acelerador já se encontra esgotado pelo número se sessões que realiza, sendo necessário um segundo apoio para a continuidade de tratamentos de radioterapia com elevado nível de diferenciação e qualidade”, salientou.

A administração sublinhou que o IPO e o CHTMAD têm uma relação próxima no que diz respeito ao tratamento dos doentes, pelo que o protocolo de colaboração não será “algo novo”. “Esta realidade apenas vem reforçar a importância da continuidade de prestação de cuidados de saúde de qualidade nesta região”, frisou.

LUSA/SO

 

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