23 Abr, 2021

Meningite. 50% dos pais adiaram ou cancelaram a vacinação dos filhos devido à covid-19

77% dos pais pretendem reagendar a vacinação, mas 21% disse não ter essa intenção, pois tem receio de contrair covid-19.

Um estudo recente revela que 50% dos pais adiaram ou cancelaram a vacinação agendada dos filhos contra a meningite. As recomendações para ficar em casa, e as limitações de circulação provocadas pela pandemia covid-19 foram os principais motivos para esta situação.

O estudo foi realizado pela Ipsos para a GSK, em oito países – Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França, Alemanha, Argentina, Brasil e Austrália, no qual foram entrevistados quase 5 mil pais de crianças dos zero aos dezoito anos.

Os resultados mostraram que as principais razões que levaram ao atraso ou cancelamento do agendamento das vacinas, apontados por 50% dos pais, foram os regulamentos que obrigaram ao confinamento e à permanência em casa (63%); preocupações de ser contagiado com o vírus SARS-CoV-2 em locais públicos (33%); e a necessidade atual de cuidar de alguém que contraiu covid-19, como um membro da família ou os próprios (20%).

A maioria dos pais (95%) referiu que o seu filho vai retomar, pelo menos, a uma das dez atividades listadas que envolvem o contacto próximo com outras pessoas, logo que as restrições sejam levantadas, e 76% afirma que o seu filho vai socializar com grupos de amigos ou familiares presencialmente – fatores de risco para a transmissão da bactéria que provoca a meningite.

O vice-presidente sénior e diretor médico da GSK Vacinas, Thomas Breuer, afirma que “conhecer os sinais e sintomas da doença doença meningocócica e procurar aconselhamento sobre todas as opções de proteção, incluindo vacinação, pode ajudar a evitar surtos de meningite, especialmente preocupantes no contexto da pandemia atual. Também pode fornecer mais garantias quando as restrições forem suspensas e as crianças retomarem o contacto próximo com outras pessoas em ambientes fechados, como creches, escolas ou encontros de família”.

O estudo revelou ainda que 77% dos pais pretendem reagendar a vacinação dos seus filhos contra a meningite, no entanto 21% respondeu que não o irá fazer, sendo a preocupação em contrair covid-19 em espaços públicos a razão para o não reagendamento.

A doença meningocócica invasiva é grave, pode provocar a morte em 24 horas, sendo a meningite bacteriana a que mais ameaça a vida em países desenvolvidos. É pouco frequente – o número de casos específicos relatados em cada país varia entre 0,1 e 2,4 casos por 100 mil habitantes, mas cerca de uma em cada dez pessoas que contraem a doença morrem, mesmo com o tratamento adequado.

Além disso, cerca de 20% das pessoas que sobrevivem à doença, podem sofrer uma deficiência física ou neurológica importante, como a perda de de membros, audição ou convulsões. A doença é mais incidente no grupo mais vulnerável: bebés e crianças pequenas, seguido por um pico mais baixo em adolescentes e jovens adultos.

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