27 Dez, 2017

Médico de família dá seis dicas de saúde para 2018

Paulo Santos, médico de família e investigador no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços da Saúde (CINTESIS), deixa-nos seis conselhos para um ano mais saudável. Tome nota!

1. Corte relações com o sal

As doenças cardiovasculares continuam a ser das principais causas de morte em Portugal e o sal é um dos culpados. Paulo Santos alerta “a média do consumo de sal, por exemplo, anda nos 10,7 g/dia, mais do dobro do que é recomendado pela OMS (5 g/dia)”.

Para reduzir o consumo do sal pode usar ervas aromáticas em substituição, como a salsa, os coentros ou o manjericão. É, também necessário ter atenção especial aos rótulos, uma vez que o sal pode aparecer com outras designações, como sódio ou clorato de sódio. De evitar, ainda, são os caldos de compra, enlatados, “snacks”, carne e peixe secos e enchidos.

2. Opte por uma dieta mediterrânica

Mais de metade da população portuguesa tem excesso de peso, de acordo com o médico de família. Uma alimentação saudável ajuda a prevenir, não só a obesidade, como outras doenças. É o caso do cancro, da depressão, entre outras.

A dieta mediterrânica carcateriza-se pelo elevado consumo de produtos vegetais, ervas aromáticas, azeite, consumo moderado de laticínios, consumo frequente de pescado e baixo de carnes vermelhas, sendo a água a principal bebida ao longo do dia.

Esta dieta ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, vários tipos de cancro, hipertensão arterial e diabetes, contribuindo para a longevidade e qualidade de vida. Vai ainda reduzir o risco de depressão, de doença de Parkinson e de Alzheimer. Tanto a saúde física como a saúde mental beneficiam deste tipo de alimentação.

3. Tenha as vacinas em dia

Depois do surto de sarampo que vivemos neste ano, “descobrimos da pior forma que as vacinas ainda são necessárias, mesmo em relação a doenças que pensávamos já não existirem entre nós”, afirma Paulo Santos.

O médico relembra que, atualmente, já é possível aceder ao boletim de vacinas através da Internet, o que nos permite verificar se temos tudo em ordem. A vacinação acima dos 95% da população confere imunidade de grupo, deixando-nos a todos menos vulneráveis às doenças.

4. Verifique quais os rastreios tem de fazer

Os rastreios permitem a deteção precoce de vários problemas de saúde. Paulo Santos aconselha a não ignorar estas ações em 2018.

Os principais rastreios são:

  • Medição da pressão arterial pelo menos uma vez por ano, a partir dos 40 anos de idade;
  • Rastreio da diabetes para todas as pessoas com excesso de peso a partir dos 40 anos;
  • Cálculo do risco cardiovascular global a cada 5 anos a partir dos 40 anos para os homens e dos 50 anos para as mulheres e até aos 70 anos;
  • Rastreio oncológico do cancro do colo do útero, de preferência anualmente;
  • Rastreio oncológico do cancro da mama;
  • Rasteiro oncológico do cancro do cólon e do reto.

5. Descarregue algumas aplicações móveis de saúde

Hoje em dia, existem aplicações móveis úteis e credíveis que podem ajudar a melhorar a sua saúde e prevenir o aparecimento de doenças. Paulo Santos realça apenas uma característica fundamental destas ferramentas: “possuir rigor científico e biomédico”.

Estas aplicações servem como uma ferramenta para ajudar a relação entre médico e doente.

  • Happy: esta aplicação foi criada por investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde no Porto e dá-lhe conselhos, de forma didática, para prevenir o aparecimento de cancro;
  • mCarat: tem rinite alérgica ou asma? Esta aplicação desenvolvida pelo CINTESIS permite manter um registo de todos os eventos relacionados com estas doenças, medicação, cuidados de saúde e ter acesso a informação sobre as mesmas.

6. Informe-se mais sobre saúde

O médico de família reforça a importância do acesso a informação credível sobre saúde. “Este é um problema que o mercado ainda não resolveu e que assistimos todos os dias nos media ou na Internet com a promoção de suplementos alimentares, dispositivos terapêuticos, tratamentos alternativos, etc., com efeitos magnificamente anunciados, mas sem qualquer estudo credível que sustente as afirmações produzidas”, alerta Paulo Santos.

O especialista deixa o conselho: “procure informação certificada por profissionais de saúde, que use fontes credíveis como especialistas em Medicina, instituições de saúde, de ensino, relatórios, etc”. Paulo Santos garante que a literacia em saúde é muito importante para a tomada de decisões responsáveis.

SO/SF

 

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