6 Dez, 2021

Mais de 600 pessoas estão à guarda dos hospitais em camas contratualizadas

O recurso a camas no exterior procura diminuir a pressão nos internamentos, enquanto se aguardam respostas da Segurança Social.

Cerca de 624 pessoas estão, neste momento, à guarda dos hospitais através de internamentos em outras instituições. O recurso a camas contratualizadas procura diminuir a pressão nos internamentos enquanto se aguardam respostas da Segurança Social (SS) e da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), analisa o jornal i.

Segundo revelam os dados do Ministério do Trabalho e Segurança Social, ao todo, estão 220 utentes em situação de protelamento de alta por motivos sociais e 404 encontram-se a aguardar colocação na RNCCI.

O Hospital Amadora-Sintra, por exemplo, é responsável por 20 camas contratadas a um lar privado, bem como o Hospital Garcia de Orta, que informou ter 25 contratualizadas dirigidas a doentes que aguardam vagas na RNCCI e Estruturas Residenciais para Idosos. Também o Hospital de Braga confirmou ter promovido um contrato que engloba 30 camas no exterior. Já o Centro Hospitalar Lisboa Norte indicou deter um total de 64 camas contratualizadas (25 para utentes que aguardam resposta social e 39 que aguardam colocação na RNCCI).

Recorde-se que a despesa destas camas faz parte do orçamento hospitalar.

Muitos hospitais veem-se obrigados a recorrer à contratualização de camas externas perante a falta de resposta da SS. “A Segurança Social responde aos casos que nos são submetidos. Se os hospitais colocam pessoas (noutras camas), esses números não tenho”, refere Catarina Marcelino, vice-presidente do Instituto da Segurança Social.

Segundo acrescenta, a SS sabe “da existência dessa situação, nas não entra no levantamento”, já que “é uma situação em que os hospitais fazem uma gestão autónoma”, confirmando que estes casos não são referenciados ao ISS.

SO

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