18 Jun, 2018

Mais de 15% dos médicos formados em Portugal não ficam no SNS

No final de 2017, trabalhavam nas entidades do Ministério da Saúde 131.998 funcionários, o valor mais alto de sempre. Número de enfermeiros aumentou (mais 1162), assim como os encargos com pessoal (+5,2%).

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tinha no ano passado mais 447 médicos especialistas do que em 2016, mas há mais de 15% de profissionais formados que não ficam no sistema público português, segundo dados oficiais. Ainda assim, de acordo com os números divulgados hoje pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a taxa de retenção de especialistas no SNS foi, em 2017, superior a 2016, atingindo os 84%.

No final do ano passado, trabalhavam nas entidades do Ministério da Saúde 131.998 funcionários, “o maior número de efetivos de que há registo”, indica uma nota da ACSS, enviada a propósito de uma reunião com dirigentes do Ministério que hoje à tarde decorre em Lisboa.  Os estabelecimentos hospitalares concentram 68% do universo dos trabalhadores, seguidos das Administrações Regionais de Saúde com cerca de 18%.

O pessoal de enfermagem tem a maior fatia de efetivos (33%), seguido dos médicos, com 21,7%. Do universo de médicos especialistas, em 2017 deu-se um acréscimo de 447 profissionais. Cerca de 91% dos trabalhadores detém um contrato de trabalho por tempo indeterminado ou sem termo

A Ordem dos Médicos estimava, no início deste ano, que faltassem ao SNS mais de cinco mil médicos especialistas. No ano de 2017 concluíram a formação especializada 1.267 médicos, o que representa um acréscimo face ao ano anterior. Também o número de enfermeiros cresceu, com um aumento de 1.166 profissionais.

Os encargos com pessoal registaram um aumento de 5,2%, para o que contribuiu a reposição das majorações devidas aos profissionais pela realização de trabalho suplementar, o aumento da retribuição mínima mensal garantida, o aumento do subsídio de refeição e o reforço do número de profissionais.

O Ministério da Saúde divulgou ainda dados relativos aos cuidados continuados integrados, indicando que em abril deste ano havia mais 412 camas do que em 2015, num total de 8.549 camas.

Saúde Online / LUSA

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