10 Fev, 2021

Janeiro foi mês com mais mortes dos últimos 100 anos

Desde a gripe pneumónica, em 1918, que não morriam tantos portugueses num único mês - quase 20 mil.

É habitual o mês de janeiro ser aquele que regista mais mortes todos os anos mas os primeiros trinta e um dias de 2021 ficarão marcados na história. Desde 1918, quando Portugal foi assolado pela gripe pneumónica, que não morriam tantas pessoas num único mês: 19.628.

É um balanço trágico, forçado pelo descontrolo da pandemia.  O dia 20 de janeiro de 2021 foi aquele em que morreram mais pessoas, 746. O número de mortes em janeiro é mais do dobro da média mensal acumulada desde 1901, avança o Expresso. Para encontrar um número de óbitos mais alto num único mês é necessário recuar a novembro de 1918, há mais de um século atrás, quando se registaram mais de 47 mil mortes.

Segundo os dados do Sistema de Informação dos Certificados de Óbito (SICO), que monitoriza este indicador, desde 2009 que não havia um único dia de janeiro em que tivessem morrido mais de 500 pessoas. Este ano, desde o dia 5, morreram sempre mais do que 520 pessoas por dia.

Dos 19628 óbitos, 5 798 pessoas morreram com covid-19. Dessas morte, 342 foram registados no domicílio.

Num mês de janeiro normal, há em média 11 mil óbitos. Se a estes somarmos as quase 5800 mortes por Covid, percebe-se que ainda assim há um excesso de mais de três mil , que ficam por explicar. São óbitos que não resultam diretamente da pandemia mas que podem ter sido influnciadas pela Covid-19, devido ao adiamento de consultas e diagnósticos, por exemplo.

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