2 Fev, 2018

IPO de Lisboa vai ter um novo bloco operatório este ano

A renovação e ampliação do bloco operatório central do IPO está prevista há 3 anos. Obras devem arrancar em Março

Até ao final do ano deverá estar pronto a inaugurar o novo bloco operatório do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

“Pela nossa vontade já devia estar pronto há um ano, mas, enfim, as burocracias da Administração Pública impediram que isso acontecesse. Estamos agora a arrancar com a obra”, revela Francisco Ramos, o presidente da instituição, à Rádio Renascença.

Para que o novo bloco operatório, uma vontade de longa data do IPO, possa ser uma realidade falta ainda o visto do Tribunal de Contas. O início das obras está previsto para o mês de Março.

A verba necessária para a concretização do projeto foi dada ainda pelo ministro da Saúde do anterior governo, Paulo Macedo, em 2015, mas nunca foi emitida um despacho a autorizar o investimento. Só em Dezembro do ano passado o gabinete do secretário de Estado do Orçamento, João Leão, deu finalmente luz verde ao bloco operatório.

“A má noticia é que o número de cancros tem vindo a aumentar e aquilo que se perspetiva é que vai continuar a aumentar. A boa notícia é que cada vez temos mais sucesso no tratamento do cancro”, afirma Francisco Ramos.

A título de exemplo, a 30 de junho de 2017, estavam inscritos a aguardar cirurgia 1210 doentes, com um tempo médio de espera de 97 dias até à intervenção. O acesso à cirurgia plástica e reconstrutiva era o mais demorado, com mais de três meses, seguido pela braquiterapia (para o cancro da próstata), com 85 dias de tempo médio de espera. Os dados do IPO-Lisboa indicavam ainda que 33% dos doentes não tiveram o tratamento dentro do tempo máximo de resposta garantido (TMRG).

O jornal Expresso recorda que o bloco operatório central foi inaugurado em 1948 e ampliado há mais de 30 anos para as atuais cinco salas de cirurgia convencional e uma para ambulatório. Com a ampliação, o bloco contará com seis salas de cirurgia convencional e três salas de cirurgia ambulatória, permitindo, assim, aumentar o número de doentes intervencionados.

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