Investigadora da Universidade de Aveiro defende a necessidade de mais estudos sobre terapia fotodinâmica como alternativa às terapias convencionais

Imagem: Adelaide Almeida, investigadora do CESAM e professora do Departamento […]

Imagem: Adelaide Almeida, investigadora do CESAM e professora do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, tem vindo a estudar métodos alternativos para inativar microrganismos patogénicos

Em artigo publicado há dias no The Lancet Infecious Diseases, sete investigadores, entre os quais Adelaide Almeida, investigadora do CESAM e professora do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro defendem a necessidade de se estudar mais a fundo a terapia fotodinâmica como alternativa às terapias convencionais, perante a cada vez mais preocupante resistência de bactérias comuns aos antibióticos.

Intitulado “Photoantimicrobials—are we afraid of the light?”, o artigo de opinião destaca o facto de a terapia fotodinâmica já ser usada em tratamentos oncológicos, assim como no tratamento de verrugas víricas, leishmaniose cutânea e acne e até na desinfeção de sangue. “Há, no entanto, infeções localizadas que poderiam ser mais eficaz e rapidamente combatidas com a terapia fotodinâmica, que consiste na aplicação de substâncias fotossensíveis – por exemplo, porfirinas – que na presença de oxigénio e de luz produzem espécies reativas de oxigénio (ROS) que inativam microrganismos”, defende Adelaide Almeida, que tem vindo a estudar métodos alternativos para inativar microrganismos patogénicos.

Esta terapia atua sobre qualquer microrganismo, fungo, bactéria ou vírus, inativando-os irreversivelmente. Estes microrganismos são mais sensíveis a este tipo de tratamento do que as células humanas, salienta a investigadora, acrescentando ainda que os estudos realizados até agora mostram que os microrganismos sujeitos a esta terapia não conseguem desenvolver resistência. Isso deve-se, explica, à atuação simultânea em diferentes estruturas dos microrganismos, o que não acontece com os métodos convencionais.

O artigo publicado no The Lancet Infectious Diseases alerta para a necessidade de aprofundar a investigação nesta área que tem, lamenta Adelaide Almeida, merecido pouca atenção das entidades financiadoras da ciência.

O grupo de autores prepara uma candidatura, no âmbito das ações COST, para criação de uma rede internacional de investigação nesta área.

O texto integral do artigo pode ser acedido AQUI

Fonte: Universidade de Aveiro/SO

 

 

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