13 Mai, 2020

Infarmed alerta para risco de contágio na administração de gases medicinais

Profissionais de saúde devem “cumprir escrupulosamente” as regras de administração a doentes com covid-19 devido ao risco de serem contaminados por partículas virais de SARS-CoV-2.

Apesar de até à data não ter sido registado nenhum caso de contaminação de profissionais de saúde por esta via, a autoridade nacional do medicamento emitiu hoje uma circular normativa com as “precauções na administração de gases medicinais a doentes com covid-19”.

“Em tempo de pandemia de covid-19, alerta-se para o potencial risco de contaminação dos profissionais de saúde devido à administração de gases medicinais a doentes com covid-19, por exposição ocupacional a partículas virais exaladas pelos doentes”, refere a circular divulgada no ‘site’ do Infarmed.

A autoridade do medicamento explica que “a disseminação de partículas virais de SARS-CoV-2 para o ambiente circundante pode ser potenciada pela formação de aerossóis, expulsos no decurso da administração de gases medicinais a doentes infetados, em particular se não forem cumpridas as recomendações de utilização e manipulação recomendadas para cada medicamento e respetivo(s) dispositivo(s) de administração”.

Assim, recomenda a todos os profissionais de saúde que contactem com um caso confirmado ou suspeito de covid-19 a seguir as recomendações divulgadas pela Direção-Geral de Saúde.

“As recomendações de utilização dos gases medicinais, assim como dos dispositivos médicos utilizados na sua administração devem ser escrupulosamente cumpridas”, salienta.

O Infarmed adianta que na seleção dos dispositivos para administração de gases medicinais, devem ser preferencialmente utilizados aqueles que minimizem a libertação de aerossóis para o ambiente e “sempre que possível, devem ser utilizados dispositivos de uso único” e no caso de serem reutilizáveis, assegurar que são corretamente descontaminados antes da utilização seguinte.

“Considerando a heterogeneidade de procedimentos e dispositivos médicos utilizados na administração dos diversos gases medicinais”, a entidade recomenda que, em caso de dúvida, seja contactado o titular de autorização de introdução no mercado (AIM) do gás medicinal ou os fabricantes ou os distribuidores dos dispositivos médicos utilizados.

SO/LUSA

 

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