7 Out, 2020

Hospital de Évora: urgência pediátrica tem novo modelo para “garantir assistência”

Objetivo deste modelo transitório, desenhado em articulação com a ARS Alentejo, é colmatar carência de pediatras no serviço de urgência pediátrica deste hospital.

A Urgência Pediátrica do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) tem um “novo modelo de atendimento” para “garantir a assistência às crianças e jovens do Alentejo” e procurar contrariar a falta de pediatras, anunciou nesta terça-feira o conselho de administração.

Em comunicado, o conselho de administração do HESE afirmou que urgência pediátrica do hospital passará a ter um ou dois médicos com treino pediátrico no primeiro atendimento e um pediatra para o atendimento pediátrico urgente em presença física, sendo que caso seja necessário poderá recorrer-se a outro pediatra.

Este novo modelo de atendimento, implementado na terça-feira, decorre da necessidade de colmatar a falta de médicos. Segundo o conselho de administração, “entre agosto e setembro, o Serviço de Urgência Pediátrica (SUP) do HESE viu reduzida a sua equipa em sete elementos”, mais precisamente “quatro pediatras por baixas médicas e três por rescisão de contrato”.

Apesar das “múltiplas tentativas de contratação de pediatras” efetuadas, “até ao momento, todavia, não houve uma resposta que permitisse colmatar aquelas ausências de forma sustentada”, lamentou o HESE.

Desse modo, este novo modelo de atendimento neste serviço pretende garantir a assistência e um “atendimento de qualidade aos utentes”, evitando deslocações dos utentes para outros hospitais.

“As instalações mantêm-se as mesmas, assim como o circuito destes doentes. No entanto, a afetação dos recursos humanos e das instalações atuais passarão a estar sob a responsabilidade do Serviço de Urgência Geral, à semelhança do que acontece com outras especialidades, tais como a ortopedia, a medicina interna ou a cirurgia geral”, esclareceu a unidade hospitalar.

 

Modelo é temporário

O modelo, desenhado em articulação com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, é, contudo, temporário. “Esta é uma situação transitória para dar resposta aos nossos utentes e aos nossos profissionais”, afirmou à Lusa Maria Filomena Mendes, presidente do conselho de administração.

Mais concretamente, o HESE prevê que a situação perdure até ” ao regresso dos pediatras que se encontram de baixa, em conjunto com o preenchimento das vagas atribuídas pelo Ministério da Saúde no concurso de especialistas”.

O conselho de administração garantiu que irá continuar a “fazer todas as diligências no sentido de encontrar especialistas de pediatria que queiram integrar a equipa do HESE, quer em prestação de serviços, até ao regresso dos pediatras que se encontram de baixa, quer em contrato de trabalho sem termo ou em mobilidade, de modo a assegurar o rejuvenescimento da equipa” do Serviço de Pediatria, que inclui 23 pediatras, a maioria “em idade que permite a dispensa de realização de atendimento no SUP”.

A anterior escala era assegurada por dois pediatras e um médico de clínica geral. Já em 31 de agosto, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) tinha alertado para a “grave carência” de pediatras no SUP do HESE, alegando que o serviço estava em “risco de encerrar” a partir do início de setembro”, tendo, na altura, o conselho de administração hospitalar admitido a falta de especialistas, mas garantido a continuidade do atendimento.

LUSA/SO

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