1 Set, 2020

Hospital de Évora assume falta de pediatras mas garante manter atendimento

Apesar da falta de pediatras na urgência pediátrica, devido a baixas médicas e à rescisão de contrato de três profissionais, o HESE garante a continuidade do atendimento aos utentes.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o conselho de administração do hospital explicou que, “até ao final do mês de agosto e início de setembro, apesar de quatro baixas de médicas pediatras, foi possível garantir o funcionamento” do Serviço de Urgência Pediátrica (SUP).

Mas, “com a rescisão de contrato por parte de três profissionais, durante o mês de agosto, com efeitos a 01 de setembro”, ou seja, a partir desta terça-feira, “tornou-se muito difícil a captação de pediatras para substituir aqueles profissionais”, pode ler-se.

O HESE, “face a esta situação repentina, aplicou todos os esforços no sentido de contratar pediatras para substituir aqueles profissionais”, mas “sem sucesso, até ao momento”.

Ainda assim, o hospital de Évora “garantirá o atendimento, sem necessidade de deslocação dos utentes e seus familiares para os hospitais da região de Lisboa, a não ser nos casos em que atualmente já acontece”, afiançou a administração.

“O HESE continua à procura de pediatras em prestação de serviço. Para a eventualidade de não se conseguir, neste momento, estão também a ser estudados outros modelos que garantam que as crianças continuam a ser atendidas sem necessidade de serem deslocadas para outros hospitais”, sublinhou.

 

Situação “arrasta-se há vários anos”

 

Os esclarecimentos do HESE surgem na sequência de um comunicado divulgado hoje pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), em que alertou que o SUP do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) está “em risco de encerrar por falta de médicos”, já a partir de terça-feira.

O SUP do HESE “atravessa uma grave carência de médicos pediatras, o que põe em risco o seu funcionamento”, alegou a estrutura sindical, referindo que este serviço “conta atualmente com seis médicos pediatras, dos quais apenas três realizam trabalho noturno, por questões de limites de idade”, pelo que “nem o recurso a trabalho extraordinário” é “suficiente para assegurar a escala de urgência”.

“Esta situação arrasta-se há vários anos”, frisou ainda o sindicato.

Também o grupo parlamentar do PCP questionou o Ministério da Saúde sobre “a falta de médicos no serviço de Pediatria do HESE e as implicações desta situação na prestação de cuidados de saúde pediátricos em toda a região Alentejo, com especial preocupação para a possibilidade de deixar de ser assegurado o serviço de urgência pediátrica já em setembro”.

Em comunicado, os comunistas consideraram urgente tomar medidas que evitem o comprometimento das consultas, do internamento e do serviço de urgência pediátrica, o que obrigaria à deslocação de utentes e famílias do Alentejo para os hospitais da região de Lisboa.

SO/LUSA

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