17 Mai, 2021

Hipertensão Pulmonar. “É fundamental promover programas de reabilitação”

No webinar promovido no âmbito do Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, a enfermeira Tânia Cardoso apresentou o Programa de Reabilitação do Hospital Pulido Valente.

Segundo a enfermeira especialista em reabilitação, Tânia Cardoso, “é fundamental promover programas especializados de reabilitação para doentes com Hipertensão Pulmonar (HP)”, ressaltando a sua importância na otimização da capacidade respiratória e física dos doentes, na diminuição da sua sintomatologia e na consequente melhoria da qualidade de vida.

Tendo por base que a HP é uma doença rara, progressiva, grave e potencialmente incapacitante, foi, durante muitos anos, desaconselhada a prática de exercício físico por parte dos seus portadores associada à preocupação de um agravamento da insuficiência cardíaca direita.

No entanto, depois de vários estudos que demonstram a segurança, a eficácia e as vantagens da prática de atividade física moderada como adjuvante no tratamento de HP, tanto a Sociedade Respiratória Europeia e a Sociedade Europeia de Cardiologia recomendam, nas suas guidelines, a integração do exercício físico em programas especializados de reabilitação focados na melhoria da qualidade de vida destes pacientes.

Foi, então, no webinar promovido pela Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar (APHP), no dia 12 de maio, que a enfermeira especialista em Enfermagem de Reabilitação apresentou o Programa de Reabilitação adotado no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), no Hospital Pulido Valente.

Tânia Cardoso

Iniciado em junho de 2016, o programa “Sorrir, respirar e educar” é focado na Reeducação Funcional Respiratória (RFR) dos pacientes, cujas sessões são realizadas no Centro Ambulatório II, e na sua Reabilitação Motora (RM), onde o tratamento é efetuado no Serviço de Medicina Física e Reabilitação.

Tendo em conta parâmetros como a Escala de BORG modificada, a saturação de oxigénio, a tensão arterial e a frequência cardíaca dos doentes com HP, o programa, realizado duas vezes por semana ao longo de 12 semanas, é guiado por uma equipa composta por médicos especialistas na patologia, médicos fisiatras, enfermeiras de reabilitação, fisioterapeutas e uma psicóloga.

Segundo o que foi apresentado pela enf.ª Tânia Cardoso, as sessões de RFR consistem, principalmente, no ensino de estratégias que permitem realizar atividades da vida diária com o mínimo consumo de energia, como o posicionamento correto para lidar com a sintomatologia e técnicas de correção postural e de relaxamento.

Para controlar os sintomas associados à patologia, os pacientes também aprendem a controlar os tempos respiratórios, bem como a expirar com os lábios semicerrados. No mesmo sentido, os profissionais também procuram promover a sua reeducação diafragmática e a reeducação costal seletiva e global.

SO

ler mais

RECENTES

ler mais