10 Nov, 2021

Grécia regista 8.613 novos casos, um novo máximo desde o início da pandemia

Número de infeções tem vindo a subir de forma significativa. Apenas 61% da população da Grécia completou a vacinação”, abaixo da médica da UE.

A Grécia registou na terça-feira 8.613 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo desde o início da pandemia, divulgaram as autoridades de saúde gregas que já lidam com uma sobrecarga nos hospitais.

Desde o final de outubro o número de infeções tem vindo a aumentar, desde os 3.600 casos diários assinalados em 29 de outubro, para os 6.150 na semana seguinte e os 7.330 na segunda-feira, destaca o relatório diário publicado pela Organização Nacional de Saúde Pública (EODY).

Diariamente têm sido reportadas dezenas de mortes devido ao vírus SARS-CoV2 e na terça-feira foram registadas mais 46 mortes, após as 65 de segunda-feira, noticia a agência AFP.

A região mais afetada é o norte do país, onde o número de pessoas vacinadas não é alto.

O hospital Papanikolaou em Thessaloniki, a segunda maior cidade da Grécia, continua lotado, segundo tem divulgado a sua administração.

O diretor das unidades de emergência deste hospital, Nikos Kapravelos, alertou no domingo para um aumento no número de infeções tal como ocorreu durante a segunda vaga da pandemia, em novembro de 2020.

Na sexta-feira, o EODY tinha anunciado novas medidas para conter o aumento das infeções, com o passe sanitário a passar a ser obrigatório em restaurantes ou ‘snack-bares’. Até agora era apenas obrigatório em espaços fechados.

O uso da máscara continua a ser obrigatório nos espaços de trabalho em ambientes fechados ou ao ar livre.

“A pandemia continua cá. Os casos estão a aumentar como em outros países da União Europeia (UE)”, alertou na segunda-feira à noite o secretário-geral da Saúde grega, Marios Themistokleous.

O responsável referiu também que “61,2% da população da Grécia completou a vacinação”, enquanto a média da UE situa-se nos 65,6%.

Marios Themistokleous salientou ainda o aumento em “200% do número de agendamentos” para a toma da primeira dose da vacina nos últimos dias devido “às novas medidas e à explosão de novos casos”.

LUSA

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