26 Jan, 2017

Governo da Madeira programa combate à vespa do castanheiro até 2019

O Governo da Madeira vai realizar até 2019 três campanhas de largadas de parasitoides (torymus Sinensis) para combater a vespa do castanheiro, para evitar o desaparecimento da espécie do arquipélago

O Governo da Madeira vai realizar até 2019 três campanhas de largadas de parasitoides (torymus Sinensis) para combater a vespa do castanheiro, para evitar o desaparecimento da espécie do arquipélago, anunciou o secretário regional da Agricultura.

“Este ano [2017] serão feitas 80 largadas e vamos continuar até 2019, porque como é um tratamento biológico leva mais tempo. Depois, vamos reduzindo conforme os resultados da operação”, disse Humberto Vasconcelos, numa audição parlamentar na Comissão Especializada Permanente de Recursos Naturais e Ambiente da Assembleia Legislativa da Madeira.

Este ano serão largados 15.200 torymus Sinensis em toda a região, num investimento de 25.000 euros.

De acordo com Humberto Vasconcelos, esta operação visa “recuperar os castanheiros e aumentar a produção atual, que está muito afetada [na ordem dos 50%] devido a esta doença”.

O responsável falava na sequência de um requerimento do CDS-PP sobre “a situação fitossanitária da produção regional de castanha”.

O governante respondeu também, nesta audição, ao requerimento da bancada do PS sobre a “execução dos fundos europeus destinados ao setor das pescas”, tendo reconhecido que a execução do programa 2007 – 2013 ficou aquém das expectativas, devido ao Programa de Ajustamento Económico e Financeiro celebrado entre a região e o Governo de Pedro Passos Coelho.

O Governo Regional da época (liderado por Alberto João Jardim, antecessor do atual presidente, Miguel Albuquerque) “não tinha folga financeira para fazer os investimentos então previstos, como eram a lota e o porto de pesca em Câmara de Lobos, avaliados em 80 milhões de euros”, referiu Humberto Vasconcelos, enumerando ainda a não concretização do posto de receção de peixe no Porto Moniz.

No que diz respeito ao atual quadro comunitário de apoio, o responsável perspetivou que a região vai ter “uma execução muito boa e os apoios não vão ser suficientes face aos investimentos previstos”.

LUSA/SO

 

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