29 Abr, 2021

Genes influenciam a prevalência de dor crónica nas mulheres

O estudo procurou perceber de que modo esta condição afeta mais mulheres do que homens.

Segundo uma investigação publicada na PLOS Genetics, o registo de mais casos de dor crónica no sexo feminino resulta de uma base genética diferente associada a esta condição nas mulheres. Os resultados deste estudo ressaltam, ainda, a importância de abordagens que consideram o sexo como uma variável biológica significativa.

Liderada pela estudante da Universidade de Glasgow, Keira Johnston, a equipa de investigação procurou diversas variantes genéticas associadas à dor crónica num total de 209 093 mulheres e 178 556 homens, com o propósito de comparar os seus resultados.

Neste âmbito, foram associados a esta condição 31 genes nas mulheres e 37 nos homens. Em ambos os sexos, um gene singular foi associado à dor crónica. Adiante, o estudo procurou investigar a atividade destes genes em locais associados à manifestação desta patologia.

Os resultados desta observação revelaram que, enquanto os 37 genes nos homens estavam ativos no gânglio da raiz dorsal, todos, à exceção de um nas mulheres, aumentaram a sua atividade junto deste agrupamento de nervos que se encontra na medula espinal e que transmite sinais de dor do corpo para o cérebro.

O estudo permitiu, assim, não só ressaltar o papel do sistema nervoso central no desenvolvimento da dor crónica, uma vez que revelou que este tipo de dor tem origem maioritariamente no cérebro, mas também que existem diferenças “subtis, mas interessantes, na genética da dor crónica”, reforçou Keira Johnston.

Assim, apesar do efeito geral dos genes na manifestação da dor crónica ser semelhante em ambos os sexos, o modo como estes genes contribuem para o efeito em si é diferente, o que reforça uma maior prevalência deste tipo de dor nas mulheres quando comparado com os homens.

A investigadora ressaltou, assim, que a dor crónica é uma condição bastante comum e potencialmente debilitante, onde as “diferenças também são registadas no modo como os homens e mulheres respondem aos tratamentos (…) e no tipo de mecanismos usados para lidar com esta condição”.

Conheça mais pormenores sobre este estudo aqui.

SO

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